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Antigo governador do BNA quer testemunhos de Dos Santos e João Lourenço


Sede do Banco Nacional de Angola

Valter Filipe diz que Santos autorizou a transferência de 500 milhões de dólares para o Reino Unido

O antigo governador do Banco Nacional de Angola, Valter Filipe, quer que o antigo Presidente José Eduardo dos Santos e o actual chefe de Estado, João Lourenço, sejam ouvidos no caso da transferência de 500 milhões de dólares para o Reino Unidos.

Ex director do BNA quer deposição de dos Santos e Lourenço - 1:49
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Fontes bem informadas disseram à VOA que Filipe, que volta a ser ouvido nesta terça-feira, 26, arrolou na última audiência na Procuradoria Geral da República, José Eduardo dos Santos, como testemunho por ser a autoridade máxima que autorizou o enviou dos 500 milhões de dólares para Reino Unido como garantia de um empréstimo financeiro junto de sete unidades bancárias daquele país, através da empresa Crédit Suisse de Londres.

O montante seria uma garantia de um suposto financiamento de 30 mil milhões de dólares.

Segundo uma fonte próxima ao processo, o antigo governador arrolou igualmente o actual Presidente João Lourenço, como testemunha por ser "ocausador do fracasso do empréstimo".

Recorde-se que Lourenço ordenou o Banco Nacional de Angola a solicitar junto do Banco Central do Reino Unido a devolução dos 500 milhões de dólares, o que despertou o sistema bancário do Reino Unido e o consecutivo cancelamento do referido empréstimo.

O jurista Salvador Freire afirma que com a inclusão destas figuras no processo significa que o o mesmo não avançará, uma vez que o antigo e o actual presidentes gozam de imunidade.

“O Presidente José Eduardo dos Santos tem imunidade e Presidente da República também tem imunidade, deste jeito o processo fica encalhado na PGR, e não terá pernas para andar”, disse.

O antigo governador do Banco Nacional de Angola, Valter Filipe, e o antigo presidente do Fundo Soberano de Angola, José Filomeno dos Santos estão a ser investigados no caso de alegada burla de 500 milhões de dólares..

Valter Filipe apresenta-se todas as terças-feiras na Direcção Nacional de Prevenção e Combate à Corrupção da PGR para assinar o livro como medida cautelar aplicada a si.

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