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Antiga ministra moçambicana Helena Taipo nega envolvimento em crimes mas admite desvios


Helena Taipo, antiga ministra moçambicana do Trabalho (Foto de Arquivo)

Ouvida no tribunal como arguida num caso de corrupção, antiga ministra moçambicana confirmou a ocorrência de esquemas na adjudicação de contratos

A antiga Ministra do Trabalho, Maria Helena Taipo, nega envolvimento em esquema para dilapidar, mas reconhece que houve desvios de dinheiro de mineiros, que no lugar de ira ao tesouro, foi parar em parte incerta.

Com olhar sereno, Maria Helena Taipo esteve nesta terça-feira, 5, no banco dos réus para responder sobre o seu alegado envolvimento no desvio de mais de 100 milhões de Meticais, do fundo de pensões dos mineiros.

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A antiga ministra negou qualquer envolvimento" em esquemas para dilapidar" o erário público, mas reconheceu que houve, durante o seu mandato, "desvios de fundos que deviam ter sido canalizados ao Tesouro", para o pagamento de mineiros, mas endossou explicações sobre o caminho dado ao dinheiro, à então directora do trabalho migratório, que também está no banco dos réus.

“A Directora do Trabalho Migratório (Anastácia Zitha) é quem pode responder sobre isso”, disse Taipo, questionada sobre as razões que ditaram o desvio dos fundos.

Por outro lado, a antiga ministra confirmou a ocorrência de esquemas apontados no processo, que tem a ver com clientelismos na adjudicação de contratos de prestação de serviços no Ministério.

Ela afirmou ainda ter tomado conhecimento do contrato celebrado, no valor de pouco mais de três milhões de meticais para fornecimento de cortinados e mobiliário, com a empresa da esposa do outro arguido no processo, que na altura era coordenador dos assuntos dos mineiros.

“A minha função e as competências nestes processos, centravam-se na viabilização e aprovação dos expedientes” resumiu, declinando qualquer outra responsabilidade.

Cabazes milionários

Outro caso sui generis revelado em Tribunal tem a ver com a aquisição de cabazes milionários, com valores retirados do fundo dos mineiros, para presentear pessoas, incluindo personalidades que faziam parte de uma lista pré-definida.

Numa das revelações em torno dos cabazes, Taipo disse que continuava a receber, até ha bem pouco tempo.

“Celebrou-se um contrato com um supermercado que passou a fornecer cabazes para as épocas festivas, que até há bem pouco tempo continuava a receber”, confirmou.

Helena Taipo continuará a ser ouvida amanhã e se espera mais da sua versão sobre os esquemas que culminaram no desaparecimento de mais de 100 milhões de meticais, em causa neste julgamento.

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