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António Guterres pede 254 milhões de dólares em ajuda de emergência para Moçambique


António Guterres, secretário-geral da ONU (Foto de Arquivo)

Apelo do secretário-geral da ONU marca segundo aniversário da passagem do Idai que deixou 600 mortos

Moçambique necessita urgentemente de 254 milhões de dólares para fazer frente às consequências dos ciclones que abateram sobre o país em 2019, das tempestades deste ano e da pandemia da Covid-19.

O apelo foi feito num vídeo divulgado pelo secretário-geral das Nações Unidas, neste sábado, 13, para assinalar o segundo ano, na segunda-feira, 15, da passagem do ciclone Idai, que provocou a morte de mais de 600 pessoas e afectou cerca de um milhão e 800 mil moçambicanos.

"Dois anos após o ciclone Idai, muitas famílias ainda lutam para reconstruir as suas vidas", lembrou António Guterres.

"São catástrofes atrás de catástrofes. O povo de Moçambique precisa da nossa ajuda urgente para enfrentar a tripla ameaça resultante da violência, das crises climáticas e da pandemia da Covid-19", disse Guterres, que sublinhou ter ficado "profundamente comovido" com o que viu na visita realizada a Moçambique, após a passagem dos ciclones Idai e Kenneth, em 2019.

"Fiquei profundamente comovido com a força e a resiliência de todos aqueles que foram afectados e também inspirado pelo heroísmo das equipas de ajuda de emergência", declarou o secretário-geral, quem lembrou ainda que "o tempo está a esgotar-se no combate às alterações climáticas".

"Há regiões em África que estão a aquecer a um ritmo duas vezes superior face à média global do planeta. Na verdade, o continente africano, sendo dos que tem menores responsabilidades na crise climática, é dos que mais sofre as suas consequências", lembrou o secretário-geral, para quem "é urgente adoptar medidas imediatas destinadas a mitigar o aquecimento global e, ao mesmo tempo, apoiar as nações que estão na linha da frente das alterações climáticas para que vejam reforçada a sua resiliência e capacidade de adaptação".

“Vamos unir esforços na ajuda ao povo moçambicano”, concluiu António Guterres.

Moçambique foi abatido por dois ciclones em 2019, Idai e Kenneth e, neste ano, pelo menos três tempestades tropicais deixaram estragos consideráveis no país.

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