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Angolanos com opiniões opostas sobre segundo aniversário da Presidência de João Lourenço


Das exonerações e medidas aos resultados

No segundo aniversário da sua Presidência, a gestão de João Lourenço à frente do Governo angolano divide opiniões.

O primeiro ano foi marcado pela montagem do seu Executivo, com grande incidência na mudança de pessoas que, como sempre acontece, eram da sua confiança, apesar de o mesmo partido ter continuado no poder, o MPLA.

Eram as conhecidas exonerações.

De seguida, começaram a surgir as principais medidas, mas muitas não surtiram, até agora, o efeito esperado por alguns.

Nas ruas, há quem vê mudanças e melhorias e outros consideram quen a situação até está pior.

Em Luanda, o cidadão Kimbi Miguel Francisco afirma sentir-se abandonado pela governação de João Lourenço.

“Não estamos a ver nada, os preços subiram, tem de baixar os preços, tem de nos ajudar”, sustenta.

Opinião contrária tem o presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), Isaías Kalunga, para quem o balanço é positivo.

“Basta ver para as políticas aplicadas,vamos apoiar as políticas do Presidente João Lourenço”, sublinha Kalunga.

Por seu turno, o analista Olivio Kilumbo afirma que “João Lourenço dispendeu muita energia interna com a questão da bicefalia”.

“Ficamos sete meses a observar esse processo e a política externa não reelege ninguém”,considera aquele observador.

Para o deputado à Assembleia Nacional, pela CASA-CE no círculo eleitoral do Zaire, Augusto Pedro Makuta Nkondo, “o balanço é negativo, de 0 a 10 dou 0,2 “.

O parlamentar reitera que João Lourenço continua a afundar o país.

“No tempo do colono, os angolanos tinham tres refeições, com Agostinho Neto e José Eduardo dos Santos também, mas no tempo de João Lourenço o povo só tem uma refeição por dia”, acusa Nkondo.

Após assumir a “Cidade Alta” (Palácio Presidencial), o Chefe de Estado avançou com várias medidas, como o Plano Intercalar, o Programa de Estabilização Macroeconómica e o PRODESI.

O Executivo fez aprovar, também, por via da Assembleia Nacional, a Lei da Concorrência e uma nova Lei do Investimento Privado.

Insatisfeito com a gestão da maioria das empresas e dos institutos públicos, Lourenço procedeu a uma série de exonerações e nomeações de membros de conselhos de administração.

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