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Angola vive uma segunda colonização, diz bispo Filipe Cupertino Teixeira


Zungueira vendendo maboques para sobreviver. Luanda, Angola, 14 de Outubro, 2015.

“O que vejo em Angola é uma segunda colonização. Sinto uma dor profunda, pois enquanto uns se fazem de ricos, outros vivem uma profunda crise,” diz o religioso.

O bispo Filipe Cupertino Teixeira, da Igreja Católica das Américas, deplora a extrema da maioria da população de Angola e lamenta que a situação seja causada por um grupo de ricos que coloniza os outros.

Angola vive uma segunda colonização, diz bispo Filipe Cupertino Teixeira
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“O que vejo em Angola é uma segunda colonização. Sinto uma dor profunda, pois enquanto uns se fazem de ricos outros vivem uma profunda crise,” diz.

O bispo lamenta que existam ainda pessoas a morrerem de cólera e malária num país rico e que a pobreza deixe muitos jovens desempregados.

Dom Filipe Cupertino proferiu essas declarações em Cabinda na ordenação dos primeiros diáconos da Igreja Católica Resgatadora das Américas, liderada pelo padre Jorge Casimiro Congo.

Cupertino diz estar triste por angola estar a viver uma segunda colonização.

Para ele, já basta o sofrimento, é preciso construir homens com caracter e não há necessidade de os filhos da igreja sofrerem neste país.

Ele defende uma paz baseada na tranquilidade e no bem-estar e que não existam mais crianças a morrerem de malária e de Cólera.

O bispo, o padre, o diácono, as freiras devem ser homens que proclamam a verdade ainda que derramamos sangue, diz Cupertino, que apela aos angolanos para não se deixar manipular.

Dom Filipe Cupertino Teixeira nasceu em Ndalatando, na província angolana do Kwanza Norte.

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