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Angola quer aviões e energia nuclear da Rússia, diz embaixador


Presidente de Angola, João Lourenço, e Presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Sochi na Cimeira Rússia - África. 24 Outubro, 2019

O Governo de Angola vai discutir com a Rússia a compra de mais aviões militares e uma central nuclear, disse à agência de notícias russa Sputnik o embaixador angolano em Moscovo, Augusto da Silva Cunha.

A compra dos aviões será discutida “na próxima reunião do comité de cooperação militar”, acrescentou o diplomata para quem é “demasiado cedo para se falar dos detalhes”.

A Sputnik não deu também outros pormenores.

Angola comprou recentemente vários aviões de guerra à Russia num acordo que permanece ainda em segredo.

Em Outubro de 2019, o director do Serviço Federal para a Cooperação Militar-Técnica da Rússia, Smitry Shugaev, afirmou que a Rússia tinha completado a entrega de aviões de combate SU-30K a Angola, mas não foram dados pormenores.

O contrato foi mencionado pela primeira vez em 2013 e, segundo notícias então publicadas, envolvia de 12 a 18 aviões, mas a agência Sputnik, na altura, informou que o contrato envolveu apenas oito aviões.

Nunca foram dados pormenores concretos do contrato.

Um estudo publicado no início deste ano pela companhia de análise económica e industrial GlobalData revelou que Angola vai continuar a ser um dos países que mais gastam no sector da defesa em África nos próximos anos, sendo a Rússia e a China quem mais vão beneficiar com esse investimento.

Em Maio do ano passado foi revelado que Angola tinha recebido seis aviões de ataque e treino fabricados conjuntamente pela China e Paquistão.

Energia nuclear

Noutra notícia, a agência Sputnik citou o diplomata angolano como tendo dito que a construção de uma usina de energia nuclear “está na agenda de negociações entre Luanda e Moscovo”.

“A construção de uma usina nuclear é batante cara. É importante que a questão esteja na agenda das conversações eentre os dois países”, disse o embaixador.

A Sputnik acrescentu que o embaixador angolano afirmou ainda que Angola tenciona tirar vantagem das oportunidades que se abrem da cooperação no campo da energia nuclear.

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