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Azancot de Menezes, um nacionalista marginalizado


Lançado em Luanda livro de Hugo Azancot de Menezes um dos fundadores do MPLA

O historiador angolano Carlos Pacheco saudou hoje a publicação em Luanda de um livro do nacionalista “esquecido” do MPLA e de Angola, Hugo Azancot de Menezes.

Livro sobre nacionalista "desconhecido" publicado em Luanda - 4:28
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O livro “Percursos da Luta de Libertação Nacional – Viagem ao Interior do MPLA – Memórias Pessoais” foi lançado hoje em Luanda um ano depois de ter sido publicado em Lisboa.

Carlos Pacheco fez a organização e revisão do texto e elaborou ainda o preâmbulo, notas e comentários do livro baseado nas notas e memórias de Hugo Azancot de Menezes que ele considerou de uma figura “preponderante” na formação do MPLA.

O historiador recordou que Azancot de Menezes foi médico em 1959 do então presidente da Guiné Conackry e foi nesse país que se deram passos importantes no fortalecimento do MPLA que havia sido formado em Túnis em 1960.

Foi Azancot de Menezes que, graças à sua proximidade do presidente Sekou Touré, abriu as portas deste país a figuras como Lucio Lara, Viriato da Cruz e outros.

A Guiné Conackry, disse, foi a primeira plataforma de acção destes nacionalistas.

“Aquela foi a primeira plataforma onde se prepararam as condições de luta para o futuro”, disse.

“Isto é esquecido, nunca se fala de Azancot de Menezes a respeito deste seu grande papel”, disse Carlos Pacheco.

“Nem sequer até hoje se prestou uma homenagem ao Azancot de Menezes se agradeceu a esta figura histórica”, acrescentou o historiador para quem “o MPLA nasceu em casa do Azancot de Menezes”.

Azancot de Menezes foi marginalizado pela liderança de Agostinho Neto e morreu em Lisboa.

O livro tem como base escritos e documentos desse nacionalista que Carlos Pacheco organizou.

O historiador recordou ter visitado o nacionalista quando este estava prestes a morrer num hospital em Lisboa onde Azancot de Menezes lhe pediu para não se esquecer de publicar o livro de que tinham falado anteriormente.

“Ele segurou muito fortemente na minha mão e pediu-me: ´Carlos não se esqueça do meu livro´”, recordou Pacheco.

“Então eu sinto-me feliz porque este livro finalmente começa a ser conhecido”, acrescentou.

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