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Angola:Jornalistas da rádio e TV estatais podem entrar em greve


Governo tem prazo para responder ás exigências. Greve, a acontecer, será um marco histórico em Angola

Os jornalistas da rádio e televisão pública de Angola aguardam por uma decisão das suas administrações, para decidir, se avançam ou não, para uma greve que pode ser histórica no país.

Angola: Jornalistas aguardam resposta do governoantes de decidirem por greve - 19:34
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As reivindicações versam condições materiais de trabalho e remuneração mas também outras.

Alexandre Solombe, presidente cessante do Instituto dos Media da Africa Austral, MISA, disse que tem que acabar a interferência do poder nas redações dos órgãos públicos.

É precisos que os “chefes editoriais não recebam ordens superiores dum poder qualquer”, disse Solombe.

“É fundamental desfazer isso tudo a par do salario que deve efectivamente ser melhorado para que possamos defender o exercício da profissão de jornalismo no nosso país”, acrescentou

Para falar sobre o assunto, ouvimos o jornalista Africano Neto, o secretário-geral dos sindicato
dos jornalistas angolanos, Teixeira Cândido e Alexandre Solombe, presidente cessante do Instituto de Media para África Austral.

Os profissionais dos órgãos públicos de comunicação social vivem, nos últimos tempos, uma ostensiva onda de descontentamento, que resulta do acumular de vários passivos que afectaram as suas expectativas.

Em causa está a melhoria das condições de trabalho e salariais, cuja sreivindicações revelam o clima de instabilidade laboral, nos dois principais órgãos públicos, que sempre serviram de caixa de ressonância do partido no poder.

O sindicato dos jornalistas angolanos está a liderar o movimento reivindicativo, que pode representar um marco histórico no percurso dos órgãos públicos de comunicação social, caso seja declarada uma greve geral.

Para traduzir na prática esta posição dos jornalistas dos dois órgãos, o sindicato dos jornalistas angolanos deu entrada, esta semana, dos respectivos cadernos reivindicativos.

A direcção da Televisão Pública de Angola e da Radio Nacional têm, agora, uma o prazo de um mês para que as exigências sejam atendidas.

O encontro da última semana, promovido pelo sindicato dos jornalistas angolanos, confirmou a posição, irreversível, da possibilidade para se avançar para uma greve, nunca antes manifestada pelos seus profissionais

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