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Angola: Mortes por rejeição aos anti-retrovirais associadas à pobreza


Em fase de transição de medicamentos no tratamento do HIV/SIDA, Angola está a registar mortes de doentes que rejeitam os anti-retrovirais devido à situação de fome e pobreza, que a Organização das Nações Unidas e parceiros sociais esperam minimizar com campanhas de recolha de alimentos.

Falta de alimentos dificulta combate à SIDA em Benguela – 1:54
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Em Benguela, província que acolhe uma campanha de recolha de alimentos para doentes necessitados, a técnica de saúde Clementina Maria disse que muitos dos doentes que usavam um nerior medicamento” morreram porque deixaram de seguir o tratamento afirmando que não conseguiam “tomar o remédio sem comida no estômago’’.

"Ver as pessoas padecer com a fome é muito complicado", disse afirmando que "agora que se trocou já está a superar a expectativa".

Segundo Clementina Maria, "temos muita gente que abandonou o tratamento, muitos acabaram por morrer porque não tinham alimentação".

O representante da ONU/SIDA em Angola, Michel Kouakou, disse que há“um novo medicamento, chamado Doletegravin, que todas as pessoas vivendo com HIV devem usar, mas este período de transição vai durar alguns meses ou mesmo anos”.

Angola representante da ONU/SIDA Michel Kouakou
Angola representante da ONU/SIDA Michel Kouakou

‘’Mas o abastecimento (anti-retrovirais) existe, chega aos postos, por isso queremos que as pessoas se desloquem à procura de medicação’’, salientou o diplomata.

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