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Angola Fala Só - Josué Chilundulo: "Transição são dois ou três anos de sacrifícios"


Josué Chilundulo - "A increteza é muito alta"
10 Mai 2019 AFS Josué Chilundulo: "Transição são dois ou três anos de sacrifícios"
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O presidente João Lourenço deveria procurar “ pessoas novas sem ligações ao MPLA” para garantir uma transição com sucesso para uma nova e transparente Angola, disse o economista Josué Chilundulo no programa “Angola Fala só”.

O economista, em resposta a um cometário de um ouvinte sobre a governação de João Lourenço, disse que Angola “nos últimos 41 ou 42 anos promoveu oportunidade para que mentalidades fúteis se enriquecessem com o erário público. “

Muitas pessoas “sem mérito encontraram portas abertas” através do “clientelismo e nepotismo”, disse Chilundulo para quem essas pessoas que têm “relações muito estreitas com o poder não estão interessadas que o país entre num caminho normal”.

“Ter concursos transparentes e governação transparente contraria os seus desejos e elimina a possibilidade deles terem sucesso aos fundos públicos”, acrescentou.

Devido a isso neste período de transição “ a atitude do presidente contará muito se ele deixar de olhar exclusivamente para membros do partido MPLA e buscar pessoas novas com outro tipo de inteligência e sentimento sem qualquer comprometimento politico com a anterior governação”

Essas pessoas, disse, “poderão trazer outras ideias necessárias agora para que o país vá para a frente”.

O economista disse que actualmente vê com “algum pessimismo” as perspectivas económicas imediatas de Angola.

Contudo sublinhou que “o país está a viver um período de transição” que se for compreendida poderá levar ao “despoletar de um sentimento de pertença e de iniciativa”.

Nessa transição “há aspectos que devem ser feitos com muita segurança principalmente da parte do governo apesar de pressões políticas e até sociais” a que o governo pode estar sujeito

Para Josué Chilundulo vai haver “ dois ou três anos de sacrifícios”.

Se as reformas forem bem feitas “poderão produzir efeitos dentro de dois ou três anos”.

Mas, avisou, “a incerteza é muito alta”.

Confira o programa na íntegra. Conseguimos falar com o economista Josué Chilundulo na segunda meia hora.

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