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Angola Fala Só: Bilhete de Identidade de Makuta Nkondo


Makuta Nkondo

Makuta Nkondo é deputado independente pela CASA-CE desde Agosto de 2017. É bastante conhecido pela sua forma aguerrida de enfrentar as situações e nesta Sexta-feira, 22 de Novembro, vai responder as perguntas dos ouvintes do Angola Fala Só.

Envolveu-se na política desde muito cedo, tendo sido pioneiro da UPA. Promete morrer pela verdade e defender os direitos dos angolanos. Entre 2008 e 2012 foi deputado da II Legislatura pela Bancada Parlamentar da UNITA.

A sua carreira como jornalista teve início na Angop. Foi representante da Agência France Press e trabalhou para o Folha 8 e para o Angolense, que "foi extinto de maneira misteriosa", segundo Nkondo. Revela ter sido despedido da Angop e do Ministério das Pescas por defender os trabalhadores.

Nome: Augusto Pedro Makuta Nkondo
Data de Nascimento: 5 de Abril 1948
Local de Nascimento: Aldeia Yenga, comuna de Kinsimba, município Tomboko, província do Zaire
Estado civil: Casado
Filhos: 6
Profissão: Jornalista
Formação: Formado em Biologia; Mestrando em Sociologia na Universidade Metropolitana de Assunción (Paraguai)
Destino em Angola: Kinsimba e Luanda

Lema de vida: Defender Angola e o povo - primar pela verdade: "Vou morrer pela verdade"

Curiosidades: Pode comer funge de bombô (farinha de mandioca) com carne ou com mfumbua (refogado de folhas silvestres)

Hobbies: Tem pouco tempo livre, devido a todas as suas actividades. Por ser membro do Reino do Congo, ser Bakongo, está sempre envolvido na resolução das questões tradicionais; Internet (email, Facebook e jogos)

Música: Tradicional angolana; Bob Marley, James Brown, Youssou N'Dour, Manu Dibango, Louis Armstrong

Detenções: Foi detido 13 vezes pela DISA - Direcção de Informação e Segurança de Angola. A última foi em 1985, quando ficou cinco meses preso, acusado de traição e tentativa de golpe de Estado, por ter visitado o Primeiro Conselheiro da Embaixada da República do Congo - diz que se está vivo é por milagre

Onde estava 11 de Novembro de 1975?
Entrei em Angola como Comissário Político da FNLA e fomos expulsos por esta altura, pelas FAPLA. Voltámos a exilar-nos no Zaire. Voltei a Matadi, à aldeia do Luangu. Era um desânimo - depois de tanta luta contra o colono português fomos expulsos, mesmo depois de termos assinado os Acordos de Alvor. Era um ambiente de derrotados, falta de esperança, pânico.
Voltámos à estaca zero depois de expulsos e víamos o futuro sombrio.

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