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Angola Fala Só – “As mudanças só acontecem quando nos empenhamos”, Mbanza Hamza


Mbanza Hamza, ativista angolano
Angola Fala Só - “Mudanças só acontecem com empenho e luta” – Mbanza Hamza - 44:47
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O que leva os ativistas angolanos a lutarem é o desejo de “transformação de toda uma nação onde se possa viver e todos se possam realizar independentemente de quem estiver a governar”, disse Mbanza Hamza, um dos integrantes do grupo conhecido por "15+2", detido em junho de 2015.

No programa “Angola Fala Só”, o ativista fez notar que “bons e maus governos vão sempre aparecer”, mas o impacto desses governos na vida pessoal de cada um pode ser diminuído “se nos firmarmos em códigos e leis e em como respeitá-los”.

“Quando isso acontecer os cidadãos não vão ter grandes sofrimentos”, acrescentou.

Mbanza Hamza foi o convidado no programa "Angola Fala Só" quando passam cinco anos sobre a prisão dos jovens do chamado Movimento Revolucionàrio ou revús, sob a acusação de pretenderem derrubar o Governo numa insurreição.

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O julgamento do grupo foi um dos acontecimentos mais seguidos em Angola, ficando conhecido como o processo dos “15+2” referentes ao número de ativistas presos.

Hamza considerou que esse julgamento “marcou uma mudança de um percurso de fechamento extremo”, algo que mudou com a saída de José Eduardos Santos do poder.

“As mudanças só acontecem quando nos empenhamos e lutamos”, disse recordando que o Governo anterior “fez da arte de governar uma arte de favorecer os mais prócimos”, marcado pela “produção de endinheirados que se tivessem tido alguma disciplina e visão patriótica talvez não fóssemos assim tão pobres”.

Para Mbanza Hamza, as mudanças não são as desejadas, mas “temos a certeza de que aqueles 38 anos de José Eduardo dos Santos não mais se repetirão nos mesmo moldes e com mesmas medidas”.

Para o ativista, o atual Presidente João Lourenço faz face ao dilema e “para tentar mudar tem que destruir a máquina” que o levou ao poder.

“Isso não é fácil”, disse acrescentando que se o atual Presidente “tiver vontade e decidir dar um tiro no próprio pé e destruir a máquina, então pode reconstruir, pode fazer algo”.

Este dilema a que faz face João Lourenço reflete-se no combate à corrupção que, para ele, tem de ser seletivo porque “o Presidente não tem como caçar todos”.

Muitas altas individualidades conhecidas por envolvimento em corrupção continuam a vier em Angola sem quaisquer problemas, pelo que o ativista sugere a introdução de “um ponto zero” ,em que apagando o que se passou ninguém será dorovante perdoado por qualquer infração.

Mbanza Hamza acrescentou que não se pode negar que huuve mudanças com João Lourenço, com os órgãos de Estado a responder a preocupaçõees e a imprensa pública a divulgar notícias que seriam impossíveis de publicar durante o período de José Eduardo dos Santos.

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Mbanza Hamza afirmou ainda que os ativistas agora devem pensar noutras formas de luta, de maior envolvimento, com outro tipo de ações, diferentes das anteriores porque “os métodos usados no contexto de José Eduardo dos Santos não se aplicam agora”.

“Cada momento determina os métodos de luta e as ferramentas de luta”, concluiu Hamza.

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