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Angola Fala Só - Pastor Ovídio Chissengue: "A Igreja não é dona nem escrava do Estado. É consciência "


Pastor Ovídio de Freitas Chissengue
Angola Fala Só - Pastor Ovídio Chissengue: "A Igreja não é dona nem escrava do Estado "
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A mensagem de Natal é que “não se deve perder a esperança”, disse o Pastor Ovidio de Freitas Chissengue da Igreja Evangélica Congregacional.

Falando no programa “Angola Fala Só” o pastor sublinhou ao longo do programa que o Natal “não se resume na satisfação material” mas que para os cristãos é a vinda do messias “ que vem libertar o homem na sua plenitude – do ponto de vista político, material, espiritual”.

Isso, disse, pode “garantir no homem uma maior estabilidadee disfrutar dos bens que Deus disponibilizou” acrescentando que o Natal não defve reflectir “aquilo que tenho mas aquilo que sou”

O Pasto Chissengue disse que a crise económica que Angola atravessa, faz com que haja “uma diferença enorme” em relação aos anos anteriores quando havia muito mais movimento e azáfama que antecedem as festas de Natal e fim do ano.

“Do púlpito sempre passamos a mensagem que não se deve perder a esperança”, disse.

“Estamos a passar por uma situação dificil mas não percamos a esperança porque amanhã as coisa s poderão melhorar”, disse noutro passo do programa.

Interrogado por diversos ouvintes sobre a proliferação de igrejas e práticas duvidosas de algumas delas, o pastor da igreja Evangélica Congregacional disse que até 1975 ( ano da independência) não havia mais de 30 denominações religiosas no país.

Depois de 1991 tinha-se asstido a uma explosão no número de igrejas e também a uma “reorientação doutrinária onde o pensar igreja não se limitava apenas ao anúncio da palavra para edificação espiritual mas essencialmente para a busca do bem estar material”.

Para o pastor Chissengue passou-se de um extremo em que se condenava mesmo a riqueza, para um outro extremo em 1991 “sobretudo através do evangelho da prosperidade onde tudo vale para atingir o fim material”.

Em 2010 havia em Angola mas de 1.200 denominações religiosas das quais cerca de 98% tinham a sua sede em Launda, disse.

“Isso quer dizer que se realmente essas igrejas primassem por pregar a verdade Luanda seria um paraíso na terra”, afirmou acrescentando que muitas dessas igrejas estavem envolvidas em “divinações” e eram responsáveis por criarem problemas entre familias.

“Como o tiíulo de advinho, de quimbandeiro ou de curandeiro já não vende, agora assumem-se como profetas ou pastores porque isso aproxima um pouco mais as pessoas”, acrescentou, advogando “sanções severas para esse tipo de práticas daqueles que se fazem passar por igreja para benefício próprio”.

Mais tarde no programa Ovídio Chissange fez notar que com a crise económica muitas dessas igrejas se encontram agora abandondas.

Questionado sobre o papel das igrejas na politica, Quissenge disse que “a igreja tem um papel de intervenção importante”.

“Mas para parafrasear um pensador a igreja não é dona nem escrava do estado, deve ser consciência do estado”, disse, acrescentando que quando a igreja pode chamar a atenção ou dar o seu parecer sobre medidas que “concorram para a edificação e bem estar do homem então a igreja exerce o seu papel”.

“Mas a igreja não se pode confudir com um partido político”, acrescentou fazendo notgar que nas igrejas há fiéis de diferentes filiaçoes partidárias.

“Se o pastor toma partido a favor de A ou B corre o risco de dispersar as suas ovelhas, corre o risco de ser amado por uns e odiado por outros e não é para isto que o sacerdócio foi instituido”, disse referindo-se depois ao papel das igrejas na educação e na ajuda de questões de saúde.

No que diz respeito à igreja Evangélica Congregacional mais de 90% das sua smissões foram destruídas em Angola durante a guerra “mas aos poucos esta-se a dar passos para que a acção social da igreja volte a ser o que era”.

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