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Angola Fala Só - "O governo olha, mas não vê", diz ouvinte


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AFS 11 de Out - "O governo olha, mas não vê", diz ouvinte
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A imposição do Imposto do Valor Acrescentado, IVA, continua a ser alvo quase que generalizado de interpretações erradas de como e onde deve ser aplicado, revelam as declarações de ouvintes na última edição do programa “Angola Fala Só”.

Ao mesmo tempo e devido a isso os ouvintes que contactaram a Voz da América manifestaram um profundo desacordo com a imposição do imposto que disseram estar a ser aplicado nos produtos básicos como um imposto de consumo que fez aumentar substancialmente os preços da cesta básica.

O ouvinte Makiese Nsambu que falou da província do Zaireopinou que o IVA só deveria ter sido implementado “num segundo mandato de João Lourenço” após a estabilização da economia.

Tal como muitos outros ouvintes que contactaram o programa Nsambu frisou o aumento da pobreza e desemprego com falta de estradas e emprego.

“É uma miséria”, disse sublinhando o aumento da delinquência.

“Até nos kimbos há delinquência”, disse Makiese Nsambu para quem “não há seriedade no governo”.

Nsambu acrescentou que o problema que Angola vive está generalizado em muitos outros países como a Republica Democratica do Congo.

“É como se África estive nas mãos do diabo”, disse.

O programa decorreu sob a forma de “microfone aberto” em que não há um convidado especial mas os ouvintes são convidados a falar sobre um determinado tema, neste caso o IVA e a situação económica em geral.

Isto criou uma oportunidade para muitos criticarem o governo.

“João Lourenço é opai do mal a pior”, disse um ouvinte que contactou pelo Facebook.

Mas nem tudo foram criticas.

Através das redes sociais alguns ouvintes disseram que o governo dopresidente João Lourenço está a tentar reformar um sistema que encontrou no caos.

“João Lourenço está no bom caminho”, disse um dos ouvintes.

“temos que ter paciência”, acrescentou.

Outros fizeram notar melhorias em vários capítulos desde a abertura dos concursos públicos ao combate à corrupção.

O ouvite Braz Tito disse que o presidente se encontra numa situação em que “tem que avançar passo a passo” enquanto Aleixo Tavares disse ter “a plena certeza que as coisas vão melhorar”.

“João Lourenço encontrou os cofres vazios”, disse.

Mas ou ouvintes Alcides Satuma do Namibe disse que o problema do presidente é que continua restrito a por em posições de direcção só pessoas ligadas ao MPLA que continuam isoladas da realidade do dia a dia dos angolanos.

“É preciso que andem nas comunidades para verem a realidade”, disse Satuma que acusou os membros do governo de ignorarem essa realidade.

“O governo olha, mas não vê”, disse.

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