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Angola Fala Só - "O diabo vê Angola e sorri"


Ouvintes e internautas falam sobre o país
24 Mai 2019 AFS "O diabo vê Angola e sorri," diz ouvinte
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Uma chuva de críticas sobre a actuação do Governo angolano fez-se ouvir no programa “Angola Fala Só” com os ouvintes e internautas, que dirigiram suas opiniões principalmente à falta de energia no país.

O ouvinte António Alberto, que nos contactou a partir de Luanda, fez notar que a zona onde vive “não tem electricidade há 10 anos”, acrescentando que isso “é um problema que existe em todo o território nacional”.

“Como é que um país pode desenvolver-se com falta de electricidade?” interrogou.

Muitos ouvintes insurgiram-se também com a práctica de se fazerem obras apressadas quando está prevista uma visita de uma destacada entidade do Governo.

A visita a Malanje do Presidente João Lourenço, em que foram feitas várias obras para melhorar a apresentação da cidade foi um exemplo, enquanto o ouvinte Jójó Joãozinho, no Cacuaco disse que o mesmo está a passar na sua zona para a visita do governador de Luanda.

“Este país precisa de ser governado por pessoas sérias”, afirmou o ouvinte para quem “este país não tem rumo”.

Por outro lado, Bartolomeu dos Santos descreveu isso como política de “remendar o sapato”.

“Foi isso que aconteceu em Malanje”, afirmou Bartolomeu dos Santos que descreveu o que se passa no país como “uma bagunça”.

“Há algo que não bate certo”, acrescentou.

O ouvinte Manuel Garcia Domingos disse que a tomada de posse de João Lourenço tinha criado muitas expectativas mas que isso está a acabar.

Exonerações e nomeações não resolvem os problemas por que o que Angola precisa é de “mudanças pragmáticas”.

“Queremos pessoas certas nos lugres certos”, disse insurgindo-se contra a falta de água potável “excepto em Talatona”.

“O diabo olha para Angola e sorri”, acrescentou, enquantoe Papusseco Songua abordou também a recente proposta de lei laboral que reforma a lei sindical e das greves.

“A garantia dos sindicatos é a greve”, afirmou, para concluir que “sem a greve nada podem fazer”.

Vários internautas também intervieram, com fortes críticas, desde que "nada mudou" a que "em Angola ninguém pode criticar".

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