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Angola Fala Só - Na justiça nada mudou, dizem ouvintes


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25 Jan 2019 AFS - "Na justiça nada mudou", dizem ouvintes
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O sistema judicial em Angola esteve debaixo de intensas críticas por parte de dezenas de ouvintes do programa Angola Fala Só que manifestaram por unanimidade que nada mudou na justiça sob a presidência de João Lourenço.

“Para haver verdadeiras mudanças João Lourenço vai ter que desmantelar toda a rede montada na presidência anterior”, disse o ouvinte Capamba que falou ao programa a partir de Benguela.

O programa deveria ter tido como convidado o Dr. Emanuel Vicente, advogado e professor de direito, mas por motivos de força maior de última hora ele não pode comparecer.

Contudo o programa foi bastante animado com os ouvintes a darem a sua opinião sobre o funcionamento da justiça em Angola nos seus mais diversos parâmetros.

Luís Gabriel Correia que falou a partir de Luanda falou de “muitos atropelos” cometidos pela própria polícia e frisou ainda o facto da esmagadora maioria dos angolanos não terem acesso a advogados.

“Só a classe média e alta pode ter acesso a advogados”, disse Luís Correia para quem na sua estimativa “apenas um por cento dos angolanos podem ter acesso a um advogado”.

Por outro lado fez notar a falta de conhecimentos da lei e direitos por parte dos angolanos.

“A nossa população não conhece o direito de Angola”, afirmou este ouvinte para quem cadeias superlotadas e “muita burocracia” são outras questões que mancham a justiça angolana.

A questão das cadeias foi também abordada pelo ouvinte Piedade Calunga de Luanda que disse que as prisões angolanas “não têm condições”. Chinguela afirmou ainda que “há processos que desaparecem”.

O ouvinte José Chinguela fez eco da opinião de muitos outros afirmando que “o que existe em Angola é a injustiça”.

A justiça, disse, “está doente” e na governação de João Lourenço “continua doente com a temperatura um pouco mais baixa de 40 graus para 38 graus”, afirmou, acrescentando que para já “não há nada a elogiar na governação de João Lourenço”.

Outros ouvintes afirmaram que o sistema judicial em Angola “é um negócio”. Luís Francisco do Huambo, por exemplo, afirmou que há procuradores que são pagos para abandonar casos.

O ouvinte Gregorio Sawococa de Benguela manifestou grande ceticismo quanto aos juízes angolanos afirmando que “as salas dos tribunais tornaram-se num negócio”.

Sawococa criticou ainda a presidência de João Lourenço afirmando que “não se faz política só com exonerações”.

Numa intervenção de grande emoção o ouvinte Evaristo Congo falou a partir da província do Zaire dos abusos das autoridades contando o caso de um jovem detido por roubo que foi barbaramente agredido na prisão por agentes da polícia.

“Vivemos num país sem lei, um país perigoso”, disse.

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