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Angola Fala Só - Números conhecidos de Covid-19 “não correspondem à realidade”


Nuno Álvaro Dala e Sabalo Salazar

Os números conhecidos de Covid-19 em Angola não correpondem à realidade, disse Nuno Alvaro Dala do Instituto Angolano de Pesquisa e Desenvolvimento.

Dala falava no programa “Angola Fala Só” juntamente com o activista Sabalo Salazar “Sacatindi” e em que ambos disseram que face à pandemia do coronavírus o governo não teve outra alternativa senão prolongar o estado de emergência.

“Os números que o governo tem estado a avançar não acredito neles porque a minha experiência como investigador diz-me que há muita coisa que o governo está a esconder”, disse Álvaro Dala que manifestou a esperança que a realidade possa vir a ser desvendada nas próximas semanas.

Actualmente o número oficial de casos é de 19 com duas mortes.

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Tanto Dala como “Sacatindi” concordaram que o sistema de saúde de Angola é fraco com “Sacatindi” a fazer notar que não há kits de testes de corona vírus fora de Luanda.

Os hospitais fora de Luanda têm que aguardar por resposta da capital para saberem se um paciente é ou não positivo, disse Salazar.

Nuno Álvaro Dala fez notar que “o governo não consegue dizer se temos contágio comunitário ou não devido a essas dificuldades de testagem”, acrescentando que o estado de emergência foi uma necessidade “por mil e um motivos” que podem levar o país a atravessar uma epidemia em grande escala.

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Tanto Dala como Sabalo Salazar alertaram no entanto para as dificuldades que o estado de emergência vai causar às populações e também para a brutalidade das forças da ordem.

Dala fez notar que 70% da população angolana está envolvida na economia informal e por isso “são poucas as famílias que podem ficar, 20, 30 ou 45 dias enclausuradas em casa sem se preocuparem com questões básicas”.

Falar de garantir salários em Abril não afecta portanto a esmagadora maioria da população que, disse ainda, em grande parte desconhece os pormenores do estado de emergência e o porquê.

Sabalo Salazar fez por outro lado notar a aplicação diferente das medidas do estado de emergência em diferentes províncias o que revela “um estado desorganizado e inoperante”.

Salazar frisou por outro lado a “falta de preparação de muitos agentes da polícia” que vêem a sua missão como a de “torturar”.

Nuno Álvaro Dala alertou que “vão aumentar” os casos de agressões de elementos da forças de segurança a cidadãos que alegadamente não respeitam as ordens previstas no estado de emergência.

“Essa situação é geral com ‘surras’ em todo o lado, o que demonstra que a polícia não entende bem as normas”, acrescentou.

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