Links de Acesso

Angola Fala Só - Miguel Quimbenze: "Os alicerces da educação estão na escola primária"


Miguel Quimbenze, membro do Movimento Estudantes Angolanos
22 Fev 2019 AFS - Miguel Quimbenze: "Os alicerces da educação estão na escola primária"
please wait

No media source currently available

0:00 0:59:59 0:00

O futuro da Educação em Angola depende da qualidade do ensino primário, disse no “Angola Fala Só” Miguel Quimbenze, membro do Movimento dos Estudantes angolanos (MEA).

Num programa dedicado inteiramente à educação, Quimbenze comentou a preocupação de alguns ouvintes e internautas sobre o que disseram ser a má qualidade do Ensino Superior em Angola.

“Quando o primeiro ciclo falha, tudo falha”, acrescentou Quimbenze para quem a educação a nível superior só pode existir com “alicerces sólidos no ensino primário”.

Aquele activista começou o programa por detalhar as prioridades do MEA frisando a necessidade de se combater a prática de vender vagas nas escolas", o que, para ele, e “um cancro” que tem sido eliminado do sistema de ensino.

A “roubalheira”, que é a taxas de inscrição nas universidades, a merenda escolar e o passe social dos estudantes para os transportes são outras prioridades mencionadas por Quimbenze para a sua organização.

Ele descreveu como “um fracasso” a reforma educativa que levou à monodocência porque, segundo disse, há professores que “não estão capacitados” para esse sistema.

Interrogado sobre se nota alguma diferença entre os governos de José Eduardo dos Santos e João Lourenço, Miguel Quimbenze afirmou que em termos de educação “ a política é a mesma”

“No sector de educação não há diferenças”, afirmou, embora tenha afirmado ter havido um aumento salarial para os professores.

O Orçamento Geral do Estado continua a não dar fundos suficientes para a educação, com apenas 6 por cento para o sector, quando na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral é de 20 por cento.

Miguel Quimbenze fez também notar tem um défice de cerca de 50 mil professores.

Um ouvinte afirmou que a admissão de estudantes nas universidades continua a não ser transparente alegando que se dá prioridade a estudantes com "ligações".

O dirigente do MEA concordou e afirmou que as “instituições angolanas estão partidarizadas” e também no ensino superior.

“Enquanto isso acontecer, o país não avança”, afirmou.

O MEA tem estado a encontrar dificuldades em organizar-se em algumas províncias onde as autoridades criam obstáculos, devido, segundo Quimbenze, "deve-se em parte à percepção por alguns que o MEA está ligado a partidos da oposição".

“Não estamos ligados a nenhum partido politico, somos apartidários e o resto é conversa”, concluiu.

Fórum Facebook

XS
SM
MD
LG