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Angola Fala Só - Fernando Sakwayela: "Estamos a apregoar mais cidadania, menos militância"


Fernando Sakwayela
AFS 18 Out 2019 - Fernando Sakwayela: "Estamos a apregoar mais cidadania, menos militância"
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Depois da manifestação de 15 de Outubro que terminou com dezenas de activistas agredidos pela polícia, na capital angolana, Luanda, um dos organizadores, Fernando Sakwayela garante que dia 19 decorre mais uma e dias 26 de Outubro está outra em agenda.

A marcha que sairá de Viana com destino ao Palácio Presidencial tem como objectivo mostrar ao Presidente que as coisas não estão a correr bem em Angola, diz Sakwayela, professor e activista, convidado do Angola Fala Só desta sexta-feira, 18 de Outubro.

Este movimento não tem um nome específico, mas compreende um conjunto de "várias organizações/ plataformas juvenis coordenadas e espalhadas pelo país para disseminar o activismo", explica Sakwayela.

Para o activista, que critica a acção da polícia em relação aos manifestantes, este é o momento de criar uma república dos cidadãos: "estamos a apregoar mais cidadania, menos militância".

A polícia regrediu para os comportamentos de 2011"


Sakwayela diz que esta é a fase de fazer várias manifestações, de sair às ruas e apelar ao povo que este movimento de cidadania seja abraçado por todos os angolanos e acredita que a repressão policial "compromete a imagem do Presidente João Lourenço".

Além da marcha contra o desemprego, os activistas tentaram manifestar-se igualmente pela defesa das autarquias.

Na opinião de Fernando Sakwayela "devíamos todos pressionar para que o Executivo conclua ainda este ano os demais pacotes legislativos para que se realizem autarquias no próximo", acrescentando que ainda há tempo para preparar as autarquias.

João Lourenço e o discurso do estado da Nação

parecia que o Presidente estava a falar de uma Angola diferente"


Questionado por um ouvinte sobre o discurso do estado da Nação do Presidente, Sakwayela considera ter sido um "discurso bastante elástico, mas que não trouxe dados concretos para a solução dos problemas do país: não falou de forma concreta na questão autárquica; não fez referência ao índice de criminalidade".

O activista diz que Lourenço "não teve coragem" de tocar nos assuntos supracitados e durante o discurso "parecia que o Presidente estava a falar de uma Angola diferente".

No que toca à repressão policial que aconteceu a 15 de Outubro, o convidado afirma que "a polícia regrediu para os comportamentos de 2011" e sugeriu que a mudança que se acredita estar a viver-se não passa de uma "mudança cosmética".

Apesar dos obstáculos referidos por este activista, o mesmo defende que à semelhança das gerações anteriores que lutaram pela independência, "chegou a hora da geração de 80 lutar pela consolidação da democracia".

Durante o programa, Sakwayela foi também questionado sobre as competências presidenciais de Adalberto Costa Júnior, que ele acredita reunir os requisitos para ser Presidente da República: "É uma das figuras que o país precisa pela como faz política na modernidade".

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