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Angola Fala Só - Albino Wassuca: "Os gigantes também caem"


Albino Wassuca, coordenador da Comissão Instaladora do Partido da Libertação e Unidade Social de Angola
21 Fev 2020 AFS - "Os gigantes também caem," Albino Wassuca
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“Nada é eterno e até os gigantes caem”, foi a mensagem deixada no programa “Angola Fala Só” pelo coordenador da Comissão Instaladora do novo Partido da Libertação e Unidade Social de Angola (PLUS), Albino Wassuca.

Ele respondia a uma pergunta de um ouvinte sobre qual a possibilidade do novo partido ou qualquer outro tirar do poder o MPLA.

“Os fortes também caem e o sonho de muitos angolanos de verem um outro partido no poder será realizado”, disse.

O novo partido é o resultado do “testemunho do sofrimento e morte dos angolanos” e da necessidade de fazer ver os angolanos que “há algo melhor”.

“Nós viemos da periferia e não nos vemos nas políticas dos outros partidos”, disse, Wassuca para quem os partidos políticos existentes “não estão a desempenhar o seu papel”.

“Viemos para ficar e trazer uma política diferente”, acrecentou Albino Wassuca que identificou a nova formação partidária como de “centro-esquerda” e portanto virada para responder às ncessidades “dos pobres” mas sem esquecer a classe empresarial que cria empregos.

“Somos um partido que está comprometido com a luta por uma melhor distribuição da renda nacional através de uma política tributária e fiscal mais justa e planeamento económico virado para a eliminação da pobreza e dos desníveis regionais e sociais”, explicou o coordenador da comissão instaladora do PLUS.

Wassuca rejeitou a declaração de um ouvinte que o PLUS será apenas “mais um partido que vai desaparecer após as eleições”.

“Não somos mais um partido, somos o partido que veio para ficar”, acrescentou afirmando que a nova formação política acredita por outro lado que “tudo aquilo que beneficia os angolanos deve ser apoiado”.

Interrogado sobre a controvérsia ao redor do novo presidente da Comissão Nacional Eleitoral, Wassuca disse que a sua organização é de opinião que a escolha “deve ser impugnada” e todos deveriam colocar “a lei em primeiro lugar”.

Albino Wassuca manifestou o seu apoio pela despartidarização do estado afirmando que “há que cumprir a constituição”.

“O MPLA não é o país, é uma parte do país”, disse acrescentando que “a cidadania deve estar em primeiro lugar acima de qualquer cor partidária”.

Interrogado sobre a luta contra corrupção Albino Wassuca disse apoiar “a iniciativa do presidente João Lourenço” embora tenha acrescentado que essa luta “está ainda um pouco tímida”.

“Está ainda no começo pelo que há que dar o benefício da dúvida”, afirmou o coordenador da comissão instaladora do PLUS para quem “a corrupção estava institucionalizada” em Angola.

A comissão está agora a recolher as 7.500 assinaturas requeridas para a legalização do partido algo que espera alcançar dentro do prazo previsto.

Interrogado sobre se acedita que o Tribunal Constitucional não irá colocar entraves à legalização do partido, Albino Wassuca disse “acreditar que o tribunal é independente”.

“Nós vamos cumprir a lei e o tribunal tem que cumprir a lei”, disse.

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