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Angola Fala Só - Afonso Kileba - "Dirigentes deviam usar hospitais do estado"


António Afonso Kileba, secretário adjunto do Sindicato dos Enfermeiros de Angola
Angola Fala Só - Afonso Kileba - Dirigentes deviam usar hospitais do estado
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Os dirigentes angolanos deveriam buscar tratamento médico nas unidades hospitalares do estado para melhor se aperceberem das necessidades do sistema de saúde pública em Angola, defendeu o Secretário Adjunto do Sindicato dos Enfermeiros Afonso Kileba.

“O que nós defendemos é que o dirigente vá ao hospital onde não há ar condicionado, onde não sofá confortável, para perceber quais as necessidades dos hospitais,” disse Kileba que falava no programa “Angola Fala Só”.

“Seria bom que os nossos dirigentes fossem atendidos por hospitais estatais dentro do país”, acrescentou.

Kileba elogiou, no entanto, a actual governação de João Lourenço que disse ser muito diferente do anterior governo do presidente Eduardo dos Santos.

O dirigente sindical fez notar a maior capacidade de diálogo tendo o actual governo por outro lado iniciado já concursos públicos para aumenta ro numero de quadros nas unidades estatais de saúde.

Este ano, disse, foi já feito um concurso para a admissão de 600 enfermeiros e 300 médicos e está ainda previsto um outro concurso para a admissão de 577 técnicos de enfermagem e 400 médicos.

No passado, disse, “havia muitas debilidades com a realização de concursos que se davam cada três, quatro ou mesmo cinco anos”.

“Há muita diferença entre a actual governação e a anterior”, disse.

O sindicalista disse terem-se já registado melhorias no sector de saúde embora se esteja ainda muito longe do ideal.

Contudo disse que a grande dificuldades se deve à falta de “formação de quadros a nível de especialidade”.

Para isso propôs ao governo a criação de colégios de especialidade pós-licenciatura de enfermagem e pós curso médico a partir do próximo ano.

O governo tinha recebido com agrado essa proposta e vai começar a discutir-se quais as áreas a dar prioridade., disse

Interrogado sobre recentes acusações da existência de médicos falsos da República Democrática do Congo e de Cuba, Afonso Kileba, disse poder afirmar que “há médicos duvidosos”.

Só se pode falar de médicos falsos depois de uma investigação, disse o sindicalista.

“Por isso posso dizer apenas que temos médicos duvidosos”, acrescentou.

Kileba defendeu cláusulas nos acordos de cooperação pelas quais os médicos e enfermeiros estrangeiros sejam submetidos a testes para se avaliar os seus conhecimentos.

“Se não houver essas cláusulas nada se pode fazer”, disse.

Afonso Kileba falou também sobre o recente diferendo com a bastonária da ordem dos médicos que se declarou oposta que enfermeiros passem receitas medicas, algo que levou o sindicato a iniciar um boicote a essa pratica que em Angola é essencial devido á falta de médicos.

Pra Kileba a questão foi resolvida entre as duas partes e tratou-se do “desconhecimento da legislação do país e desconhecimento da cobertura da rede sanitária.

“Foi infeliz por desconhecer a rede sanitária do país”, disse

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