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Angola: engenheiro está pronto para ajudar a solucionar o problema de saneamento básico


José Alexandre Palanga, engenheiro ambiental e sanitário

"Diz-se que investir em saneamento é economizar com saúde," disse o engenheiro José Alexandre Palanga.

Depois de terminar o ensino secundário, José Alexandre Palanga foi estudar engenharia ambiental e sanitária na Universidade Luterana do Brasil, no estado do Rio Grande do Sul. Recentemente concluiu o curso e agora está de volta a Angola, pronto para dar o seu contributo. Em entrevista à Voz da América, ele contou que durante todo o seu percurso acadêmico desenvolveu pesquisas ligadas à saúde ambiental.

Á direita, José Alexandre Palanga com os colegas do laboratório onde era bolseiro de iniciação científica
Á direita, José Alexandre Palanga com os colegas do laboratório onde era bolseiro de iniciação científica

Em Angola temos muitos problemas no sector da saúde que com a existência de saneamento básico seriam excluídos do leque de problemas do país".

Natural do Lobito, Benguela, o engenheiro aproveitou o seu trabalho de conclusão de curso na universidade para elaborar um plano de saneamento para a sua cidade natal.

Bairro São João no Lobito não tem sistema de drenagem de águas pluviais
Bairro São João no Lobito não tem sistema de drenagem de águas pluviais

Fez um levantamento para identificar os problemas e descobriu que a causa estava na falta de planejamento e no facto da solução do problema ter que vir de Luanda.

Só que saneamento básico não se projecta assim. Cada município é diferente. As populações têm hábitos diferentes."

Sistema de coleta ineficiente no bairro Zona Comercial
Sistema de coleta ineficiente no bairro Zona Comercial

A solução

José Alexandre propôs duas soluções: primeiro, regularizar o saneamento, e depois desenvolver um plano apropriado, que se compare com os de saneamento de países desenvolvidos.

"No meu plano proponho unificar o resíduo, a água, o esgoto e a drenagem urbana. Nessa minha caracterização percebi dois problemas que persistem: drenagem e esgoto."

O engenheiro reconheceu que a qualidade da água ainda não é muito boa, mas se compararmos com os desafios que temos com a drenagem e o esgoto, verificamos que a sua situação ainda é muito melhor.

Custos e objectivos a curto, médio e longo prazo

Segundo José Alexandre, a boa notícia é que a solução a curto e médio prazo para o Lobito pode ter um custo baixo se houver um bom planejamento

Vou dar um exemplo com relação à drenagem urbana. Primeiro iríamos regularizar todas as valas de drenagem que existem no Lobito. Fechar as valas que são de drenagem para água de chuva, mas que estão recebendo esgoto sanitário. E fazer um plano de limpeza providencial".

O engenheiro explicou que quando chove no Lobito as valas transbordam por causa do excesso de resíduos. "Para prevenir, é necessário fazer um plano de limpeza das valas antes da época de chuva".

No que diz respeito aos objectivos a longo prazo, José Alexandre afirmou que eles teriam um maior custo, mas que já achou uma solução: obter um financiamento do Banco Mundial ou das Nações Unidas. "É fácil obter esse financiamento".

José Alexandre sabe que muito trabalho precisa ser feito para que Angola atinja as metas globais que podem mudar o mundo até 2030, e quer fazer parte da mudança.

Entrevista de áudio com José Alexandre Palanga
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