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Angola deve pedir ajuda ao FMI e não emitir mais obrigações do tesouro


Vai ser difícil a Angola obter novos créditos através da emissão de obrigações do tesouro em euros, disseram analistas europeus.

Isto depois de ter sido noticiado que o presidente Joao Lourenço autorizou na semana passada a venda de três mil milhões de dólares em Eurobonds embora não tenha sido anunciado calendário para a emissão dessa dívida.

A decisão de emitir os títulos surge numa altura em que se avizinham grandes dificuldades económicas para Angola devido ao colapso do preço do petróleo nos mercados internacionais. O petróleo Brent estava Quarta-feira a ser comercializado a pouco menos de 30 dólares o barril e com avisos que poderá haver mais queda do preço.

O orçamento angolano previa 55 dólares o barril e agora analistas económicos avisam que vai ser difícil a Angola a procura de mais crédito para colmatar as enormes dificuldades que vão surgir.

Isto porque as previsões são de que os juros a pagar serão altíssimos atingindo um ponto em que não justificam os riscos.

A agência de notícias económica Bloomberg citou um administrador britânico de obrigações como tendo dito que a emissão desses títulos não é credível e que o governo angolano deveria agora centrar se em obter fundos de emergência do Fundo Monetário Internacional e ao mesmo tempo dialogar com a China para tentar resolver o fosso financeiro que vai existir para o pagamento de dívidas dado o colapso do preço do petróleo.

Outro analista citado pela Bloomberg fez notar que o crédito de Angola está dependente do petróleo e com a queda do preço aumentam as pressões sobre a situação financeira do país que depende em 90% das exportações de petróleo para o seu rendimento.

Angola tem neste momento uma divida em dólares de cerca de oito mil milhões de dólares para com investidores europeus e americanos, disse aquela agência.

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