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Analistas moçambicanos pedem pressão da SADC sobre Governo sul-africano para combater xenofobia


Admitem haver apadrinhamento do Estado

A África do Sul tem registado, nos últimos anos, uma onda de ataques contra cidadãos estrangeiros que muitos sectores classificam de xenófobos.

Entre os principais alvos estão muitos moçambicanos, tendo alguns sido mortos.

Analistas moçambicanos consideram que o Estado sul-africano é inerte quanto a este assunto e, por isso, os países da região devem pressionar o governo de Pretória a acabar com os ataques que vitimam exclusivamente estrangeiros africanos.

"É inconcebível que um grupo de pessoas continue a incentivar a violência e o Estado fique inerte face a esta situação, se há uma situação concreta de resolução deste problema que venha à superfície para que nós enquanto cidadãos possamos verificar que há um esforço do Estado sul-africano para erradicar esta situação", considera o sociólogo Ivo Costa.

Por seu turno, o jornalista e analista Nelo Cossa, considera que "a forma tardia que o Governo reage dá a entender que há alguma conivência, quando nós temos uma situação recorrente é preciso que o Governo tome medidas imediatas".

O jornalista Gabriel Mussavele, que trabalhou e residiu na África do Sul, diz que há apadrinhamento de dirigentes do país.

"O que está a acontecer do lado da África do Sul em termos de dirigentes não é só apatia, há também apadrinhamento, tendo em conta que tanto o penúltimo caso quanto o actual resultaram de declarações proferidas por dirigentes", comenta Gabriel Mussavele.

Para os entrevistados, os Estados da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) deveriam tomar a dianteira para pressionar o Governo sul-africano a por cobro à situação.

"A SADC tem um órgão que se debruça especialmente sobradefesa e segurança, eu creio que este órgão deveria assumir as suas responsabilidades, convocando a África do Sul para que resolva esta situação, mas também creio que ao mais alto nível, ou seja ao nível dos Chefes de Estado esta situação deveria ser abordada com alguma seriedade", defende Gabriel Mussavele.

A este propósito o sociólogo Ivo Costa considera que "há aqui todo um espaço para que a liderança dos estados africanos se unam de modo a erradicar, temos a União Africana e a SADC tem um papel preponderante nessa questão da erradicação da xenofobia".

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