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Analistas moçambicanos corroboram declínio da liberdade referida pela Freedom House


Freedom House 2020: Democracia em queda

O relatório "Liberdade no Mundo 2020" da organização não governamental Freedom House, inclui Moçambique, juntamente com a Tanzania e o Benin, no grupo de países que regrediram no domínio da liberdade e no caso moçambicano diz que foi penalizado por eleições fraudulentas e a repressão de dissidentes por parte do Estado.

Analistas moçambicanos corroboram declínio da liberdade referida pela Freedom House
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Analistas moçambicanos concordam com a avaliação da organização Freedom House que classifica o país como parcialmente livre.

O economista João Mosca diz que as recentes eleições legislativas, presidenciais e das assembleias provinciais foram marcadas por várias situações, "entre as quais, assassinatos políticos, mortes nas estradas e no comício de Nampula em que muitas pessoas perderam a vida".

Por seu turno, o também analista Lucas Ubisse referiu-se à detenção de jovens do Parlamento Juvenil, em Gaza, como um "forte sinal de intimidação, que manchou as recentes eleições em Moçambique".

Nesta avaliação, Moçambique perdeu seis pontos em relação ao relatório anterior e é classificado como parcialmente livre, com uma pontuação global de 45 em 100 pontos possíveis, conquistando 14 pontos em direitos políticos e 31 nas liberdades civis.

O analista Alberto Ferreira diz que nestas eleições a democracia em Moçambique foi colocada em causa porque há um partido dominante que não respeita e não escuta a minoria.

Ferreira afirmou que "houve uma quantidade exagerada de situações de fraude eleitoral porque as instituições do Estado estão totalmente abocanhadas por um partido" e, deste modo, significa que nós não poderemos dar muitos avanços na nossa democracia moçambicana".

Entretanto, outros observadores entendem que esta reclamação "pode não fazer sentido, porque a composição dos órgãos eleitorais é essencialmente política, o que significa que os seus membros foram indicados pelos partidos políticos com assento parlamentar".

Refira-se que numa avaliação a 10 anos, Moçambique regista uma quebra de 14 pontos na classificação global da Freedom House e integra o grupo dos 29 países que mais pioraram as suas prestações ao longo da década.

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