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Analistas minimizam marchas do MPLA contra a corrupção "apenas para o exterior"


Bornito de Sousa, vice-presidente (esq) e João Lourenço, Presidente (dir)

Várias marchas de repúdio às práticas de corrupção e impunidade e apoio ao Presidente angolano, João Lourenço, foram realizadas no sábado em todas as províncias do país, à excepção de Cabinda.

Analistas consideram, no entanto, que elas não têm qualquer peso porque no passado já tinham sido realizadas outras e que o problema da corrupção está própio MPLA.

O analista politico Agostinho Sikato considera que “aproximadamente 80 ou 90 por cento dos seus dirigentes são corruptos e essas marchas feitas pelos próprios corruptos são para que se esqueçam deles”.

A mesma opinião tem o politólogo Olívio Kilumbo, para quem o maior problema consiste no MPLA.

“Isso não representa nada porque MPLA é uma máquina e uma máquina forjada na corrupção, qual é moral que tem para realizar esta marcha?, pergunta.

Por seu lado, o jurista Manuel Pinheiro lembra que o MPLA nunca abandonou estes apoios ao líder, fato que acabou tornando cego o anterior Presidente José Eduardo dos Santos.

Para Pinheiro “houve apenas uma operação cosmética com objetivo de enganar a opinião externa”.

Refira-se que, ao contrário das manifestações de outros ativistas ou ligadas aos partidos da oposiçãocontra a recente tomada de posse do presidente da Comissão Nacional de Eleições, a marcha do MPLA teve proteção policial embora tenha iniciado às 9 horas, enquanto a lei que estipula que aos sábados as manifestações e marchas devem acontecer a partir do meio dia.

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