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Analistas defendem estratégias alternativas para a paz na RDC


João Lourenço e homólogos da RDC, Rwanda e Uganda realizam cimeira em Luanda

Luanda acolhe amanhã,12, mais uma cimeira entre os presidentes de Angola, República Democrática do Congo (RDC), Rwanda e Uganda, consagrada à segurança e cooperação regional.

O encontro entre João Lourenço, Paul Kagame, Félix Tshisekedi e Yoweri Museveni, que se realizaa pedido do Chefe de Estado de Angola, faz parte das consultas habituais relacionadas com a situação na RDC, caracterizada pela persistência de uma guerra civil levada a cabo por grupos armados congoleses e estrangeiros.

O analista Francisco Tunga Alberto considera que o conflito naquele país não devia ser discutido apenas ao nível de Chefes de Estado, sem a participação de outras sensibilidades internas da RDC.

Alberto afirmou serem “as igrejas, as autoridades tradicionais locais e outras entidades, que melhor conhecem a génese do conflito interétnico na região dos Grandes Lagos”.

Por seu turno, o académico João Lukombo é de opinião que o diálogo continua a demonstrar que pode não ser a única via para se pacificar a região e sugere “a criação, se necessário, de uma força militar de dissuasão conjunta para evitar mais vítimas humanas”.

Numa cimeira tripartida realizada na pequena instância de N’Sele , em Kinshasa, em finais do mês de Maio, os presidentes da Angola, RDC e do Rwanda decidiram redinamizar a Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos, enquanto plataforma ideal para a resolução dos problemas de segurança da sub-região, bem como estudar os mecanismos para dar resposta a grupos armados, que têm sinais de aliança com o grupo Estado Islâmico.

Eles também analisaram as melhores formas para intensificar as trocas económicas e comerciais e alargar e reabilitar o caminho-de-ferro que vai de Dilolo a Kolwezi, para que mais tarde esta infra-estrutura seja interligada ao corredor do Lobito, em Benguela.

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