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Analistas criticam postura da polícia angolana ante manifestações contra e a favor do Governo


Manifestantes na Praça Primeiro de Março, Luanda

Nos círculos políticos e de opinião em Angola questionam-se o comportamento da Polícia Nacional frente às manifestações que têm sido realizadas no país.

Enquanto dezenas de participantes do protesto contra a posse do novo presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Manuel Pereira da Silva “Maneco” foram detidos, os militantes e simpatizantes do MPLA, partido no poder, marcharam sem problemas, mesmo em horário proibido pela lei, no passado sábado, 22, em apoio à luta contra a corrupção do Presidente João Lourenço.

Juristas questionam o caráter republicano das autoridades policiais.

“As agressões são condenáveis e só demonstram que a nossa polícia não é republicana e estamos longe de ter uma policia republicana”, afirma o jurista Agostinho Canando.

Po seu lado, Bruce Filipe, também jurista, aconselha os ativistas a cumprirem as normas sempre que promovem qualquer manifestação.

“É sempre bom que os jovens informem as autoridades da provincia”, lembra Filipe, que, no entanto, alerta para o fato de “as instituições policiais serem instrumentalizadas pelo poder politico”.

Organizações de defesa dos direitos humanos no país e no exterior têm criticado o comportamento das autoridades que continuem a reprimir manifestações.

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