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Analistas alertam que aumento do preço do petróleo é oportunidade que Angola não pode desperdiçar


Kaombo North, Angola, 8 Novembro 2018.

A invasão da Ucrânia pela Rússia e as sanções que se seguiram elevaram nesta segunda-feira, 28, o preço do barril de petróleo no mercado de futuro de Londres a 103,6 dólares para venda em Abril.

Entretanto, esta consequência pode abrir uma oportunidade para produtores de petróleo africanos como Nigéria, Angola, Líbia e Argélia.

Especialistas disseram à VOA em Luanda que o Executivo de João Lourenço deve aproveitar ao máximo esta subida e canalisar o superávit em caixa para financiar outros sectores.

O presidente da Associação Industrial Angolana (AIA), José Severino afirma que a subida do preço do petróleo é para Angola algo bom e mau.

Será mau se o país se acomodar com este aumento e continuar a fazer depender a sua economia de um único bem.

Por isso, Severino defende que o Executivo deve aproveitar ao máximo este incremento para fazer reservas e financiar áreas do país que deixam muito ainda a desejar.

"Nós não podemos continuar com uma indústria completamente dependente de matérias/primas importadas, assim não conseguimos ser competitivos que é o caso actual, se o petróleo aumentou de preço, os produtos químicos, os plásticos os cereais também vão aumentar e assim nunca mais estabilizamos a nossa economia, como acontece com outros países aqui mesmo de África”, sustenta.

O economista Carlos Padre entende que o país não deve deixar escapar esta oportunidade e dirigir o superávit do petróleo para o Fundo Soberano.

"São oportunidades que Angola não deve deixar fugir, este aumento deve servir para reforço da estratégia adormecida de diversificação da economia, pode-se injectar este dinheiro no Fundo Soberano para que financie a economia,nas áreas da agricultura e indústria”, afirma Padre.

Especialistas a nível do continente temem que os produtores africanos possam ter dificuldades para se encaixar no grande mercado com o aumento da demanda global por petróleo bruto, no entanto, admitem que a mudança de foco na África pode ser uma bênção e um fardo.

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