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Análise: Despedimento e suspensão de contratos de professores ameaça o sistema de ensino 


Estudantes angolanos.

A crise causada pela pandemia do novo Coronavírus continua a produzir
um cortejo de consequências sem precedentes, em várias instituições
do pais e na vida de vários angolanos. Na educação, há uma grande ameaça de despedimentos sem precedentes..

Depois das empresas do sector privado terem declarado falência e
deixando na rua da amargura vários funcionários, o fenómeno dos
despedimentos em massa está a devastar empregos no sistema
de ensino, principalmente o privado.

Se a paralisação das aulas por causa da Covid-19 já fez acionar o
sinal vermelho, com o adiamento sem data do seu reinício, as
instituições de ensino revelam-se incapazes de suportar este quadro
sombrio.

O governo angolano suspendeu, recentemente, o pagamento de propinas em
todas as instituições públicas e privadas, até a retoma das aulas
presenciais, que ainda não tem data.

Segundo um decreto executivo, mantém-se suspensa à atividade letiva e
académica em todos os níveis de ensino, por tempo indeterminado,
estando o reinício dependente da evolução epidemiológica da Covid-19,
em todo o território nacional.

O reinício das aulas estava previsto para esta semana, para o segundo
ciclo do ensino secundário e ensino superior,mas as autoridades
viram-se obrigadas a recuar devido ao aumento significativo de casos de
coronavirus, nas últimas semanas, deixando o país na expectativa de
atingir o pico da pandemia.

Os gestores das instituições de ensino privadas agora pressionam o
governo, por via da suspensão dos contratos de trabalho
dos professores, num universo de mais de duzentos mil. A maioria dos colégios, creches e universidades privadas já deu início ao processo de despedimento dos seus professores.

Na universidade católica não haverá despedimento, mas a suspensão de
contratos de trabalho, é uma certeza, como nos confirma o docente
Laurindo Viagem, que justifica esta decisão devido a falta de
recursos.

Para falar sobre oassunto, ouvimos o porta voz da Universidade Católica de Angola, Laurinda Viagem; o presidente da Associação do Ensino Particular,
António Pacavira; a vice-presidente do SINPROF, Hermínia Ferreira; o
economista Josué Chilundulo; o analista politico Mateus Magalhaes; e o
jurista David Mendes.

Análise: Despedimento e suspensão de contratos de professores ameaça o sistema de ensino
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