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Amnistia Internacional pede, mais uma vez, a libertação ou acusação formal do jornalista Amade Abubacar


Jornalista moçambicano está detido há três meses

A Amnistia Internacional (AI) voltou a pedir a libertação do jornalista moçambicano Amade Abubacar, detido a 5 de Janeiro em Macomia, na província de Cabo Delgado, e ainda à espera de julgamento.

O director para África Austral daquela organização de defesa dos direitos humanos, Deprose Muchena, assinala nesta sexta-feira, 5, em comunicado "os 90 dias de detenção do prisioneiro da consciência".

“As autoridades moçambicanas estão a tratar Amade Abubacar como um criminoso condenado, prolongando a sua prisão preventiva sem apresentar quaisquer acusações legítimas contra ele, violando as leis nacionais e internacionais", escreve Muchena, para quem "a detenção continuada de Amade - cuja esposa e filhos não puderam visitá-lo - é contra o princípio de ser inocente até que se prove a culpa".

A AI defende que Amade seja acusado "de algum crime forlamente ou libertado imediatamente e autorizado a fazer o seu trabalho sem medo de represálias" e diz que "as autoridades moçambicanas devem apoiar a liberdade de imprensa, em vez de criminalizar os jornalistas”.

Prisão e acusação

Amade Abubacar, detido pela polícia a 5 de Janeiro quando fazia entrevistas em Macomia, a província de Cabo Delgado, foi acusado pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) de “instigação pública ao crime através do uso de computadores”.

Amade Abobacar foi detido quando entrevistava famílias que fugiam dos ataques dos grupos armados que têm aterrorizado o norte de Cabo Delgado.

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