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Amnistia Internacional pede a Donald Trump que liberte crianças migrantes


Investigador independente revela que 100 mil crianças estão detidas nos Estados Unidos

A Amnistia Internacional (AI) apelou ao Presidente americano Donald Trump o fim da detenção prolongada de crianças migrantes, um dia depois de um perito independente ter denunciado a existência de 100 mil crianças em centros de detenção no país.

O apelo da AI foi feito na véspera do Dia Internacional dos Direitos das Crianças, que se assinala na quarta-feira, 20, e faz parte de uma campanha lançada nesta terça-feira, 19, pela organização não-governamental na Flórida, onde fica localizado o centro temporário de detenção para menores de Homestead (a sul de Miami), uma das maiores estruturas deste tipo gerida pelas autoridades federais norte-americanas.

'I Welcome' é a designação da campanha da AI, que diz que a detenção prolongada e indefinida de crianças migrantes dura há semanas, meses e, em alguns casos, anos, "mais do que é permitido pelo Direito Internacional".

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No mês passado, na sequência da pressão exercida por vários sectores e organizações humanitárias, o centro de Homestead viu-se forçado a deixar de acolher novos menores, embora haja dúvidas de tal terá acontecido na realidade.

"Estas crianças devem estar com as suas famílias, com os seus entes queridos e as suas comunidades. Em vez disso, estão trancadas em instalações como Homestead, sem um fim previsível à vista", acrescentou a AI.

A política recente da Administração Triump levou à separação de 5.460 crianças dos respectivos pais desde meados de 2017, mais 1.566 menores do que Washington tinha anteriormente admitido.

Na segunda-feira, 19, um perito independente das Nações Unidas, Manfred Nowak, revelou que mais de 100 mil crianças migrantes estarão actualmente em centros de detenção nos Estados Unidos, numa estimativa, que classificou de "conservadora".

"O número total (de crianças detidas nos EUA) será de 103 mil", afirmou na segunda-feira Manfred Nowak, perito independente da ONU e o principal autor do estudo global das Nações Unidas sobre crianças privadas de liberdade.

O número representa um terço das crianças presas por razões migratórias no mundo.

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