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Amigos, amigos negócios à parte


O pagamento da dívida de Angola a Cuba que ascende a mais de 250 milhões de dólares é um dos principais assuntos a ser discutido na visita que o Presidente angolano João Lourenço está a efectuar a esse país.

Embora uma fonte do Ministério angolano das Finanças tenha garantido que o país já pagou até ao momento 60 por cento do valor da dívida, a avaliação da mesma estará em análise.

A fonte é citada pela imprensa estatal como tendo assegurado que Luanda vai pagar o total da dívida, estimada em 204 milhões de dólares, até Dezembro deste ano.

A maior parte da dívida está relacionada com serviços que especialistas cubanos prestam no domínio da saúde e formação de quadros.

Para o ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto “a dívida angolana não é um assunto litigioso, mas algo que está a ser tratado de forma normal”.

Angola e Cuba ligados no passado por afinidades ideológicas entre os partidos que governam os dois países, têm hoje uma relação com um pendor essencialmente económico, segundo o analista Augusto Báfua Báfua.

Cerca de 1.700 angolanos fazem formação superior em Cuba, em diversas áreas, mais de 600 dos quais em Ciências de Saúde, segundo declarou a ministra do Ensino Superior, Maria do Rosário Sambo, aos jornalistas que acompanham a viagem presidencial.

Neste sentido está prevista a assinatura um memorando sobre a formação especializada de quadros no sector que resulta da intenção do Governo de dedicar maior atenção aos cuidados primários de saúde.

Segundo a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, “Angola está a colher a experiência do médico de família e o Governo está a trabalhar para ver se, ainda este ano, começa a formação em medicina familiar e saúde pública, a partir dos municípios”.

A governante revelou que 50 médicos já formados em áreas como cardiologia, cirurgia cardíaca e cirurgia geral devem regressar em breve ao país.

Angola pretende ter cadeias de produção de medicamentos essenciais sendo que a cooperação com Cuba neste domínio pode ser fundamental , segundo o ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto disse.

A visita de João Lourenço será também marcada pela assinatura de alguns instrumentos jurídicos para conformar os já existentes.

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