Links de Acesso

Americanos celebram Dia da Independência, fruto de muitas lutas


Americanos assistem a fogos de artifício (Foto de Aruquivo)

Depois de um ano de pandemia, bairros e cidades estão cheios de pessoas para marcar a a efeméride

Estados Unidos assinalam neste domingo, 4, mais um Dia da Independência com celebrações em todo o país, ao contrário do ano passado, quando o país enfrentava a onda de casos e mortes devido à Covid-19.

Com 63 por cento dos cidadãos adultos completamente vacinados, embora abaixo dos 70 por cento definidos como meta pelo Presidente Joe Biden, famílias reúnem-se em casas, bairros e nos centros das cidades para celebrar e assistir aos desfiles e tradicionais fogos de artifício.

A Associação Americana de Automóveis prevê um número recorde de carros nas autoestradas, enquanto as companhias aéreas fazem esforços para responder aos pedidos de passagens de milhões de pessoas,

“Consideramos que essas verdades são evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais, que são dotados pelo seu Criador com certos direitos inalienáveis, que entre eles estão a vida, a liberdade e a procura da felicidade”, escreveram os fundadores do país na declaração de independência.

Lutas pela igualdade

Na altura, as mulheres não eram consideradas iguais e muitos dos signatários da declaração eram proprietários de escravos que não os consideravam iguais ou dotados de direitos.

Em Julho de 1852, Frederick Douglass, ex-escravo e grande orador que viajou pelo país e pelo exterior para fazer palestras sobre os males da escravidão, foi convidado a fazer um discurso em Rochester, Nova Iorque, sobre o 4 de Julho.

Naquele que foi o discurso mais famoso, Douglas perguntou: “O que, para o escravo americano, é o seu 4 de Julho? Eu respondo: um dia que lhe revela, mais do que todos os outros dias do ano, a grande injustiça e crueldade de que é vítima constante”.

Os diversos significados desse Dia

As lutas continularam e o Dia da Independência passou por outras fases e significados.

O Presdiente Franklin D. Roosevelt e George W. Bush estão entre aqueles que dedicaram os discursos do Dia da Independência aos militares, durante a Segunda Guerra Mundial e após os ataques de 11 de Setembro de 2001, respectivamente.

O discurso do Presidente John F. Kennedy em 1962, no meio da Guerra Fria, chamou a independência de "a questão única que divide o mundo hoje" e invocou "o desejo de independência por trás da Cortina de Ferro".

Em 2014, o Presidente Barack Obama citou a promessa de "vida, liberdade e busca da felicidade" como um motivo para "os imigrantes de todo o mundo sonharem em chegar às nossas costas".

Para o Dia da Independência em 2020, menos de dois meses após o assassinato de George Floyd, o Presidente Donald Trump criticou os manifestantes do movimento Black Lives Matters (Vida negras importam), tendo afirmado que era "uma campanha impiedosa para apagar a nossa história, difamar nossos heróis, apagar nossos valores e doutrinar nossos filhos".

Na altura, o seu então principal adversário na campanha eleitoral, Joe Biden divulgou um breve vídeo em que dizia que o país ainda não cumpriu a promessa de igualdade e lembrou que o antigo Presidente Jefferson foi um proprietário de escravos.

"Mas, uma vez proposta, (igualdade) era uma ideia que não podia ser restringida", disse Biden, lembrando que o país “sobreviveu à fúria da Guerra Civil, aos cães de Bull Connor, ao assassinato de Martin Luther King e a mais 200 anos de racismo sistemático."

"A América não é um conto de fadas", acrescentou Biden.

"Tem sido um constante empurrar e puxar entre os dois lados do nosso carácter: a ideia de que todos os homens e mulheres - todas as pessoas - são criados iguais e o racismo que nos separou", afirmou o actual Presidente.

Fórum Facebook

XS
SM
MD
LG