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Ambientalistas angolanos dizem ser "irrealista" promessa do PR de produzir 77% da electricidade com energia limpa em dois anos


Barragem da Laúca, Angola
Barragem da Laúca, Angola

João Lourenço disse na terça-feira,17, em Abu Dhabi, ter garantias de que cerca de 77% da electricidade produzida em Angola virá de energias não poluentes até 2025

Ambientalistas angolanos consideram “irrealista” a promessa feita pelo Presidente do aumento da produção de energia limpa em Angola nos próximos dois anos.

Angola quer 77% de energias limpas dentro de dois anos- 2:30
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João Lourenço disse, nesta terça-feira,17, em Abu Dhabi, ter garantias de que cerca de 77% da electricidade produzida em Angola virá de energias não poluentes até 2025.

O ambientalista Bernardo Castro admite não ser possível que a meta traçada pelo Presidente da República seja alcançada em dois anos .

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“O país não tem, para já, a capacidade para vencer este desafio de transição energética, nem daqui a 10 anos", afirma aquele especialista.

Castro defende que a prioridade do país deveria estar voltada para a capacitação das comunidades face ao risco de desastre climático, considerando que “grande parte da nossa população consome a sua energia baseada na biomassa, da lenha".

Céptico quanto ao cumprimento da meta traçada pelo Presidente da República está o também ambientalista Domingos Samy.

“Esta meta é possível de ser alcançada, mas só se houver responsabilização das pessoas que estão à frente do projecto”, alerta.

Durante a participação num painel sobre Energia Limpa em África, no âmbito da Semana da Sustentabilidade que decorre em Abu Dhabi 2023, o Chefe de Estado disse que Angola produz atualmente 73% de energia a partir de fontes "não poluentes”, nomeadamente centrais hidroeléctricas e parques solares.

João Lourenço sublinhou, na sua intervenção, que o país traçou acções complementares no domínio da gestão sustentável, nomeadamente com a construção de barragens hidroeléctricas, anunciando, também, que Angola está a dar os primeiros passos para a produção de hidrogénio verde e que vai avançar com a energia eólica, diversificando assim as fontes de produção não poluentes.

O estadista angolano falava numa conferência, onde testemunhou, também, a assinatura de três acordos com os Emirados Árabes Unidos na área dos Transportes e Energias.

Um deles vai permitir Angola produzir um volume de energia de até 2 gigawatts, com uma primeira fase de 500 megawatts, outro com a Abu Dhabi Ports Company que vai assegurar uma cooperação mais estreita e troca de informações nas áreas de cooperação já estabelecidas e um terceiro acordo que vai permitir a empresa pública de transporte de cargas, operadora de terminais e transitária, Unicargas, beneficiar-se de um programa de reabilitação e modernização da Ad Ports Group.

De recordar que os Estados Unidos da América concederam recentemente a Angola um empréstimo directo na ordem dos dois mil milhões de dólares norte-americanos no sentido de ajudar o país a alcançar as suas metas no domínio das energias renováveis.

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