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América comemora independência a meio de uma campanha para a remoção de símbolos do legado pró-escravidão


Remoção da estátua do general, em Richmond Virginia.

Os Estados Unidos comemoram o feriado do Dia da Independência, neste fim-de-semana, numa altura em que ganha espaço uma campanha para remover os símbolos do legado pró-escravidão.

Esforços para remover monumentos que celebram a Confederação, um governo de 11 estados do sul que mantinham escravos, e se separaram dos Estados Unidos, desencadeando a Guerra Civil em 1861, começaram a ganhar impulso em 2015, após um supremacista branco matar nove afro-americanos numa igreja em Charleston, Carolina do Sul.

A campanha aumentou ainda mais após George Floyd, um afro-americano, morrer sob custódia policial, em Minneapolis, Minnesota, a 25 de maio.

O Memorial Confederado de Stone Mountain, o maior monumento confederado do mundo, está entre os muitos que foram o foco da campanha de remoção.

A escultura de 518 metros de altura que foi substancialmente financiada pela Ku Klux Klan, apresenta o presidente confederado Jefferson Davis e os generais confederados Robert E. Lee e Thomas "Stonewall" Jackson, todos escravizadores. Os membros da Klan continuam a reunir periodicamente no memorial.

Um dos memoriais mais recentes a ser derrubado foi uma estátua do general Jackson em Richmond, Virgínia, um estado com mais memoriais confederados do que qualquer outro. Os trabalhadores começaram a derrubar a estátua do general confederado na quarta-feira, depois do presidente camarário ter pedido a sua "remoção imediata".

Manifestantes derrubaram uma estátua de Davis em Richmond, capital da Confederação, a 10 de junho.

Nesta semana, o Mississippi, único estado que continuava a incorporar o emblema da Confederação na sua bandeira oficial, retirou a bandeira em cerimônia tranquila na capital Jackson. A bandeira foi enviada para um museu próximo, após o governador Tate Reeves assinar uma legislação ordenando a sua remoção.

O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva em 26 de junho para proteger estátuas, monumentos e memoriais. A ação ocorreu dias depois da polícia impedir manifestantes que pretendiam derrubar uma estátua do presidente Andrew Jackson, num parque do outro lado da Avenida Pensilvânia, em frente à Casa Branca. Jackson também era dono de escravos.

Estados Unidos assistem a movimento de derrube de estátuas
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Trump visitou o Memorial Nacional do Monte Rushmore, na sexta-feira, para comemorar o Dia da Independência. A estrutura em granito tem 18 metros de altura nas colinas (Black Hills) de Dakota do Sul, e mostra os presidentes George Washington e Thomas Jefferson, que eram donos de escravos, e os presidentes Abraham Lincoln e Theodore Roosevelt.

Alguns grupos de nativos americanos protestaram contra o memorial do Monte Rushmore, notando que as Black Hills foram tiradas do povo nativo de Lakota.

Memoriais confederados também foram retirados recentemente em outros estados.

Em Mobile, Alabama, uma estátua do almirante confederado Raphael Semmes foi removida no início de junho.

Uma estátua do ex-vice-presidente John C. Calhoun, defensor da escravatura, foi removida de um pedestal em Charleston, Carolina do Sul, em 24 de junho, após a aprovação do conselho da cidade.

Muitos afro-americanos e um número crescente de pessoas de outros grupos raciais acreditam que os símbolos da Confederação têm conotações racistas, enquanto muitos brancos, principalmente nos estados do sul, sustentam que fazem parte do patrimônio da região.

A luta pela justiça racial continua enquanto os Estados Unidos comemoram o Dia da Independência, neste 4 de julho, apesar de uma parte da Declaração de Independência dos EUA, escrita pelo Presidente Jefferson, dizer que "todos os homens nascem iguais".

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