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Agentes do SIC acusados de torturas no Uíge


Hilário Benza Makengo

Cidadão denuncia agentes

Agentes do Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Angola são acusados de terem espancado, torturado, mordido e detido um cidadão no passado dia 4 de Abril na província do Uíge, alegadamente por possuir uma arma de fogo.

“Eles me encontraram na minha casa com a família, entraram começaram a desarrumar as coisas e dispararam um tiro para ar, perguntaram-me se eu tinha arma eu disse que não tenho, me algemaram e começaram me espancar e me morder”, conta o próprio Hilário Banza Makengo, de 25 anos.

Makengo apresentou queixa na polícia que já foi remetida ao Ministério Público que aguarda pelo deferimento, apesar de se queixar da morosidade no tratamento do caso.

“Fiz a queixa desde o dia 16, mas até agora não recebi nenhum resposta, espero que a justiça seja feita”, disse à VOA

A VOA consultou a PGR que confirmou que o processo já está em curso.

Pedidos de justiça

O presidente da Associação Verdade, Justiça e Paz no Uíge, Esteves Bengo repudiou o comportamento dos agentes SIC e defendeu que os autores sejam responsabilizados criminalmente por violarem os direitos humanos.

Aliás, há informações de quatro assassinatos, agressões, torturas e maus-tratos contra cidadãos por parte das autoridades do Ministério do Interior no Uíge.

Entre estes casos a salilentar morte de um adolescente de 14 anos de idade no município de Quimbele por um agente dos serviços da guarda fronteriça.

O segundo comandante da Polícia Nacional no Uíge, subcomissário Filipe José Massala, confirmou à VOA que o “autor do crime no município de Quimbele já se encontra a contas com justiça no município de Sanza Pombo, para onde foi transferido o caso”.

Em conversa com a VOA, o docente universitário Sebastião Dissengomoka acusou o antigo comandante nacional da polícia, o actual presidente da assembleia nacional Fernandes Dias da Piedade dos Santos Nando, de “enquadrar delinquentes e marginais de grande escalão que serviriam como ponte para a descoberta de outros”.

Aquele psicólogo defendeu também uma reforma de quadros do Ministério do Interior e acrescentou que sejam contrata das pessoas com níveis académicos aceitáveis “para por fim às mentes frustradas”.

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