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Agentes de segurança privada queixam-se de baixos salários em Angola


Marginal de Luanda

A crise que afecta Angola decorrente da pandemia relacionada a Covid-19 tem afectado grandemente os trabalhadores das empresas de segurança privada.

Muitos dizem não subsistir com pagamentos de salários de 30 mil kwanzas.

Entretanto, um especialista em segurança privada alerta para o perigo de alguém que manuseia uma arma de fogo estar a passar fome e afirma que muitos deles comercializam e emprestam armas a marginais.

Com o agudizar da crise económica e financeira imposta pela baixa do preço do petróleo, a nível mundial, e o surgimento da pandemia da Covid-19, a desvalorização do poder de compra dos angolanos é cada vez maior.

A VOA foi saber como vivem os agentes de segurança privada em Angola em tempos de pandemia.

Bento Miguel, de 36 anos de idade, diz ter como salário líquido 30 mil kwanzas, que não serve para quase nada, mas tem de resistir.

"Tenho esposa, tenho irmãos, tenho que pagar transportes, tenho três filhos, tenho que assumir formação, é difícil, mas estamos a resistir”, conta Miguel, enquanto Joaquim Sebastião Cahanga, na profissão há mais de 10 anos, diz que com a crise financeira no país tudo tornou-se mais difícil.

“O salário é baixo, as coisas estão caras …”, lamenta Canhanga, pai de 4 filhos, e que por causa dos baixos salários não consegue matricular os seus filhos na escola.

“Tenho mulher, quatro filhos e não estão a estudar”, afirma.

Entretanto, o empresário e especialista em segurança privada Eduardo Castro lamenta o facto de muitas empresas estarem a pagar baixos salários a pessoas que manipulam armas.

“Quem pega arma tem que estar com a mente sã e não pode ter distúrbios mentais e sabe-se que a fome causa distúrbios mentais”, lembra Castro.

Ele alerta para o facto de muitos elementos de segurança privada “venderem ou até mesmo emprestarem as suas armas a marginais para praticarem assaltos e dividirem os bens”.

Refira-se que vários seguranças têm sido mortos nos seus postos de trabalho por marginais em Angola.

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