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Agências de segurança dos Estados Unidos anunciam sucesso no combate à interferência estrangeira


Paul Nakasone, chefe da Agência de Segurança Nacional, em audiência no Senado

Garantem ter impedido ataques de cerca de 30 países

Altos responsávais das agências de inteligência e segurança dos Estados Unidos congratularam-se com o que chamaram de vitória parcial das eleições ao garantir aos votantes que a segurança do sistema eleitoral foi garantida com êxito, apesar da enorme ofensiva de países estrangeiros para influenciar o processo.

“Estou seguro que as medidas que tomamos contra os adversários nas últimas semanas e meses impediram que eles interferissem nas nossas eleições”, disse o director do Comando Cibernético e também chefe da Agência de Segurança Nacional, general Paul Nakasone nesta quarta-feira, 4.

“Quando se trata daqueles que ameaçam os nossos processos democráticos, somos desreguladores de oportunidades iguais”, disse Nakasone, quem garantiu que futuros ataques seriam enfrentados com a mesma força.

Ele acrescentou que “trabalho não terminou a 3 de novembro” e prometeu “tomar medidas contra qualquer Estado ou agente que tentar interferir”.

Funcionários da Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura (CISA) manifestaram a satisfação de Nakasone numa série de declarações a jornalistas durante todo o dia de ontem.

"Não somos alvos fáceis aqui", disse um alto funcionário da CISA, quem, sob anonimato, disse que os inimigos “terão de se apresentar mais fortes da próxima vez”.

Nas semanas que antecederam a eleição presidencial, funcionários da inteligência dos EUA reconheceram duas tentativas de intromissão, uma do Irão e outra da Rússia.

Em ambos os casos, eles disseram que os hackers conseguiram roubar informações de bancos de dados de registo de eleitores, com os iranianos a se infiltrarem no banco de dados de um Estado, cujo nome não foi revelado, e usar essas informações como parte de uma campanha de desinformação.

Mais campanhas

Depois que a votação terminou na terça-feira, autoridades de segurança garantiram estar preparadas para mais campanhas de desinformação do Irão, da Rússia, China e de outros adversários.

Agora, alertam, os esforços daqueles países vão tentar capitalizar os dias de incerteza em torno do resultado final, devido à disputa acirrada em alguns Estados com grande número de votos pelo correio, para minar a confiança americana no processo democrático.

"O campo de ataque muda do próprio processo eleitoral em si para a contagem, as sondagens, a auditoria e a certificação nos próximos dias e semanas", disse o oficial superior da CISA.

Autoridades e especialistas do sector afirmaram ter visto algumas evidências das campanhas de desinformação à medida que os resultados começaram a ser divulgados, especialmente nos meios de comunicação apoiados pelo Estado russo, como RT e Sputnik.

Outros especialistas também alertam que os adversários dos EUA provavelmente estão a ganhar tempo, à procura de tirar vantagem do “ecossistema de desinformação existente nos Estados Unidos”.

Fontes daquelas agências revelaram que 30 países têm tentado influenciar o processo eleitora, tais como aliados como Arábia Saudita e Turquia e países inimigos como Cuba e Venezuela.

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