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Agência americana não vê relação entre acidentes na Etiópia e na Indonésia


FAA ordena a Boeing a fazer revisões no modelo

A agência federal de aviação dos Estados Unidos FAA informou nesta segunda-feira, 11, não haver, "até o momento", qualquer relação entre a queda do Boeing 737 Max 8 na Etiópia, no domingo e o acidente com o avião do mesmo modelo da Lion Air, na Indonésia, em 29 de outubro de 2018.

O acidente na Etiópia, no qual 157 pessoas morreram, foi o segundo com o 737 Max 8 desde que entrou em operação comercial,em 2017.

"Relatos externos estão apontando similaridades entre esse acidente e o acidente com o voo 610 da Lion Air, em 29 de Outubro de 2018. No entanto, esta investigação acaba de começar e, até esta data, não foram fornecidos dados para tirar conclusões ou tomar quaisquer acções", diz a FAA.

Mesmo assim, a agência informou que irá determinar que a Boeing faça modificações nos modelos 737 MAX 8 e 737 MAX 9, inclusive no sistema de controlo MCAS, um sistema computadorizado que a Boeing instalou na sua nova geração de 737.

A fabricante de aeronaves americanas deve cumprir a demanda "no mais tardar em Abril", assegurou a FAA, que decidiu não determinar que seja deixada em solo a frota de 737 MAX 8.

O comunicado da Boeing foi enviado a 59 companhias aéreas e operadores em todo o mundo que usam o 737 Max 8 e 737 Max 9, ambos da americana Boeing.

Aparelhos em terra

Há 387 aparelhos 737 Max no mundo, 74 dos quais nos Estados Unidos, de acordo com o documento da FAA.

No Brasil, são sete aeronaves, todas da Gol, em rotas para os Estados Unidos, América do Sul e Caraíbas.

A companhia brasileira suspendeu o uso dos aparelhos temporariamente nesta segunda-feira e disse acompanhar as investigações sobre o acidente.

Outras empresas que operam esse modelo em rotas que incluem o Brasil, como a Aerolíneas Argentinas, por exemplo.

Após o acidente deste final de semana, o uso de aeronaves Boeing 737 MAX 8 foi suspenso em diferentes países, mesmo sem a determinação nesse sentido da FAA.

Autoridades de aviação da China e da Indonésia ordenaram que as companhias aéreas suspendessem a utilização dos aviões do modelo, Ethiopian Airlines (Etiópia), Cayman Airways (das Ilhas Cayman), Comair (África do Sul) e Royal Air Maroc (Marrocos) anunciaram que também interromperam a utilização dos seus aparelhos.

A Aeromexico anunciou que vai suspender o uso das suas seis aeronaves do modelo.

Problemas

O piloto do Boeing 737 MAX 8 que caiu no domingo na Etiópia mencionou que teve dificuldades e que queria voltar [a Addis Abeba], afirmou o presidente da companhia aérea, Tewolde GebreMariam Medhin.

Os controladores, então, "autorizaram-no" a dar meia-volta e regresar, momento em que caiu.

"Nós recebemos o avião a 15 de Novembro de 2018. Ele voou mais de 1,2 mil horas. Havia voado de Joanesburgo [na África do Sul] mais cedo esta manhã", afirmou o CEO da Ethiopian Airlines, lembrando que o piloto tinha mais de 8 mil horas de voo.

As caixas-pretas do avião foram encontradas e os gravadores de dados de voo digital e de voz da cabine podem ajudar a esclarecer a tragédia.

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