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Advogados de Trump dizem que antigo Presidente não irá depor no Senado


Presidente Donald Trump deixa Washington, 20 Janeiro 2021

Eles classificaram o convite a Donald Trump como "manobra de relações públicas"

Os advogados do antigo Presidente americano Donald Trump rejeitaram na quinta-feira, 4, prestar depoimento no julgamento de impugnação que começa na próxima semana no Senado dos Estados e classificaram o convite como uma "manobra de relações públicas".

Os democratas pediram que Trump deponha a respeito da sua conduta antes de milhares dos seus apoiantes terem atacado o Capitólio no dia 6 de Janeiro, em que morreram cinco pessoas.

"O Presidente não irá testemunhar num processo inconstitucional", afirmou à Reuters o conselheiro de Trump, Jason Miller.

Numa carta aberta, os advogados Bruce Castor e David Schoen chamaram o pedido de "manobra de relações públicas".

No mês passado, a Câmara aprovou a impugnação de Trump acusando-o de incitar uma insurreição num discurso incendiário, no qual exortou os seus seguidores a "lutarem" contra a sua derrota eleitoral pouco antes de eles invadirem o Capitólio, onde se chocaram com a polícia e obrigaram parlamentares a procurar os refúgios de segurança.

Nesta semana, os advogados de Trump rejeitaram a acusação, dizendo que ele "cumpriu as suas tarefas de Presidente plena e fielmente" e afirmou que as suas alegações de que a derrota eleitoral foi resultado de uma fraude generalizada estão protegidas pela Primeira Emenda da Constituição.

Na carta enviada ao antigo Presidente, o representante democrata Jamie Raskin, responsável pela impugnação na Câmara, desafiou Trump a não recusar depor.

"Se recusar este convite, reservamo-nos todo e qualquer direito, incluindo o direito de estabelecer no julgamento que a sua recusa em testemunhar corrobora uma forte inferência adversa nas suas ações (e inação) em 6 de Janeiro de 2021", lê-se na carta.

A acusação

Em resposta, os advogados de Trump escreveram: "a sua carta apenas confirma o que é conhecido de todos: você não pode provar suas acusações contra o 45º presidente dos Estados Unidos, que agora é um cidadão comum".

Donald Trump é acusado de "traição de proporções históricas", na acusação revelada pelos procuradores democratas para o julgamento político que se inicia no Senado na próxima semana.

A acusação alega que o ex-Presidente colocou em risco a vida de todos os membros do Congresso, quando impeliu uma multidão de apoiantes, "como um canhão carregado", em direcção ao Capitólio.

"O Presidente incitou uma multidão violenta para atacar o Capitólio dos Estados Unidos", dizem os procuradores, que consideram que o desejo de Trump de "permanecer no poder a qualquer custo é uma traição de proporções históricas, que requer uma condenação" no Senado.

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