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Advogado de antigo secretário de Estado do Tesouro guineense detido fala em "mais um sequestro"


Palácio da Justiça, Bissau

Um dia depois do antigo secretário de Estado do Tesouro do Governo do PAIGC, Suleimane Seidi, ter sido detido em Bissau, o advogado dele afirma que continua a desconhecer a acusação que pesa sobre ele e denuncia sequestro.

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“Para nós é mais um sequestro, porque não há mandado, não há nada”, disse Suleimane Cassamá a jornalistas nesta sexta-feira, acrescentando não ter tido acesso ao dirigente do PAIGC e desconhecer o motivo da prisão.

“O que veio a público é que é um problema de viatura, que ele tinha enquanto secretário de Estado, mas que passou ao ministro Iaia Djaló, que confirmou que a passagem foi feita corretamente. Não está na posse da viatura, mas tem todos os documentos comprovativos”, acrescentou Suleimane Cassamá.

“Não podemos ter um Ministério que em vez de proteger os direitos dos cidadãos os viola sistematicamente”, sublinhou o advogado de defesa em relação ao Ministério do Interior.

Aquele advogado chamou a atenção dos jornalistas para o fato de, na sua opinião, de algum tempo a esta parte, ter-se “assistido a sistemáticas violações dos direitos fundamentais dos nossos cidadãos, sobretudo, dos dirigentes do PAIGC, a começar pelo Armando Correia Dias, passando pelo Bacai Sanha Júnior e hoje temos Suleimane Seidi”.

Secretário do Tesouro durante o Governo de Aristides Gomes, deposto pelo Presidente Úmaro Sissoco Embaló, a 29 de fevereiro, Seidi foi detido ontem, 20, ao chegar à casa na capital guineense.

Na quarta-feira, 19, o Procurador-Geral da República (PGR, Fernando Gomes, deu posse aos membros da Comissão de Recuperação dos Bens do Estado, criada para, segundo ele, investigar e responsabilizar aqueles que desviaram dinheiro do Estado.

Gomes também confirmou estar em negociações com a missão da ONU em Bissau, onde está refugiado desde março o antigo primeiro-ministro Aristides Gomes, para que ele venha a ser ouvido por estar "iniciado de vários crimes".

Questionado na altura sobre acusações do PAIGC de que os seus dirigentes estão a ser perseguidos, Fernando Gomes disse que não e desafiou-os a "fazerem uma denúncia ao Ministério Público".

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