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Administrador do Cacuaco impede distribuição de cesta básica por "procedimentos administrativos"


Famílias carenciadas no Cacuaco, bairro nos arredores de Luanda, ficaram sem receber mais de três mil cestas básicas depois do administrador ter recusado autorização para a sua distribuição pela Cruz Vermelha, quem segundo ele, não tinha seguido os “procedimentos administrativos” para o efeito.

Administrador proibe entrega de cesta basica no Cacuaco - 2:21
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Auxílio Jacob disse à VOA que a suposta doação não vinha da Cruz Vermelha e que os promotores não cumpriram os procedimentos administrativos.

“Quem veio falar conosco não tinha conecimento de onde vinha a cesta básica, não escreveram para a administração, reunindo-se, em vez disso, com as comissões de moradores”, disse o administrador, acrescentando que depois disso é que os doadores “escreveram duas cartas, mas não versavam a razão de ser da doação”.

“Chamamos a Cruz Vermelha, reunimo-nos com eles, pedimos informações sobre os produtos e eles não sabiam”, acrescentou

Entretanto, Pedro Kanga, secretário provincial interino da Cruz Vermelha em Luanda, tem uma versão contrária e diz que tal nunca tinha acontecido e que "quando chegamos lá o administrador disse que não podia autorizar”.

Entretanto, o padre Jacinto Pio Wacussanga, da organização não-governamental Construindo Comunidades, considera a decisão inédita e reitera que a sua organização tem distribuido cesta básicas sem qualquer problema.

“Nunca tivemos sobressalto algum e nunca tivemos qualquer proibição", reiterou.

Durante a pandemia da Covid-19, várias organizações têm-se desdobrado em ajudar os que mais necessitam em virtude da ajuda do Estado não chegar a todos.

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