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Administração Biden na defensiva devido à crise de imigração


Crianças que entraram ilegalmente nos Estados Unidos num centro de acolhimento

Enviados americanos tentam encontrar medidas para impedir fluxo de imigrantes do México e Guatemala

A Administração Biden tencionava usar as próximas semanas para uma campanha através do país a favor do seu pacote de incentivos económicos que colocou dinheiro no bolso dos cidadãos e o sucesso na vacinação contra a Covid-19.

Adminsitração Biden na defensiva devido a crise de imigração ilegal – 5:33
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Entretanto, a campanha foi subitamente silenciada com as notícias de uma nova crise de imigração ilegal na fronteira com o México.

No passado mês de Fevereiro mais de 100 mil imigrantes chegaram à fronteira, cerca de 3.500 por dia, o que representa um aumento de 28% em relação a Janeiro.

O número de menores - a maioria adolescentes - que chegam sem a companhia de adultos na fronteira também aumentou mais de 60% em relação a Janeiro.

Biden concentra-se em abrigar crianças migrantes na fronteira
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Uma prenda para os republicanos

Para o Partido Republicano, este fenómeno é como uma prenda dada pela Administração Biden já que a imigração ilegal é algo a que a maioria dos americanos se opõe.

Kevin McCarthy, líder dos Republicanos na Câmara dos Representantes, visitou a fronteira para se inteirar dos factos e afirmou que a situação “é mais do que uma crise, é uma tragédia humana”.

“A triste parte de tudo isto é que isto não tinha que acontecer”, disse o congressista republicano para quem “esta crise foi criada pela política presidencial desta nova administração”.

Os críticos fazem notar que nos países da América Central segue-se com atenção a política americana no que diz respeito à imigração e que não escapou à atenção o facto de logo após ter assumido a Presidência, Joe Biden ter abolido um decreto do seu antecessor, permitindo assim que menores não acompanhados permaneçam nos Estados Unidos, pôs fim às medidas que previam que aqueles provenientes da América Central que peçam asilo tinham que ficar no México à espera da audiência para os seus casos serem ouvidos e suspendeu um acordo em que os requerentes de asilo possam ser enviados para terceiros países.

"É culpa de Trump", diz secretário da Segurança Interna

Entretanto, Alejandro Mayorkas, secretário de Segurança Interna, disse em entrevistas a diversos canais de televisão que o aumento não se deve a essas medidas, mas sim às da anterior administração.

“No passado tivemos grandes números de imigração. Sabemos como fazer face a isso, temos um plano, estamos a executar o nosso plano e vamos ter sucesso”, disse acrescentando que aplicar esse plano “leva tempo”.

Os atrasos e as dificuldades encontradas, disse, devem-se ao facto de que “todo o sistema ao abrigo da lei americana que tem estado em vigor através de governos de ambos os partidos foi totalmente desmantelado pela administração Trump”.

O facto é que toda esta questão está a ter efeitos negativos na imagem do presidente e da sua administração e Mayorkas foi enviado a diversas estações de televisão para repetir essa mensagem de que as dificuldades se devem às medidas do Governo de Trump e que não é política do Governo expulsar menores “para o deserto do México”.

Acesso dos media restringido pelo Governo

A preocupação do Governo é também vista pelo facto de ter dado ordens para os membros da polícia de fronteira não prestarem declarações a jornalistas e estes foram também impedidos de visitar centros de detenção dos menores, por aquilo que uma fonte disse ser “uma questão de óptica” ou seja tentar impedir-se a publicação de imagens negativas.

Todos se recordam dos protestos ouvidos através do país e não só quando durante a administração Trump foram publicadas fotos de menores em centros de detenção

Mayorkas disse. no entanto, às diversas estações de televisão que essa proibição dos jornalistas devia-se a medidas para evitar a propagação do coronavírus, algo que não foi bem recebido pelos media.

Enviados ao México e Guatemala

Por outro lado, na segunda-feira, foi anunciado que Roberta Jacobson, assistente especial do Presidente e coordenadora para a fronteira do sudoeste, vão ao México para desenvolver um plano de acção “efectivo e humano" para fazer frente ao problema.

O director para o hemisfério Ocidental do Conselho Nacional de Segurança, Juan Gonzalez iria também deslocar-se ao México seguindo-se depois para Guatemala para discutir o mesmo problema.

Observadores mais atentos notam que a Guatemala é o país para onde os imigrantes vindos das Honduras e El Salvador têm que passar para chegar ao México e depois aos Estados Unidos.

Esses países tinham um acordo com a administração Trump para impedir a passagem dos imigrantes e esse deve ser o tema das discussões, o que atesta a seriedade com que a administração Biden encara o problema.

Sabendo das consequências eleitorais de um falhanço nesta política de imigração, é provável que a Administração renove com esses países acordos para que impeçam a passagem de imigrantes a caminho da fronteira americana.

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