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Administração americana diz estar "preocupada" com situação da pandemia no Brasil


Anthony Fauci, conselheiro-chefe da equipa de emergência contra a Covid-19 da Casa Branca
Anthony Fauci, conselheiro-chefe da equipa de emergência contra a Covid-19 da Casa Branca

A revelação foi feita um dia depois do Brasil registar mais de três mil mortes num só dia

A Administração americana diz estar preocupada com a situação da Covid-19 no Brasil, um dia depois de o país ter ultrapassado a fasquia de três mil mortos num só dia.

O coordenador da equipa de emergência da Casa Branca contra a Covid-19, Andy Slavitt, revelou numa conferência de imprensa nesta quarta-feira, 24, manter conversas diárias com os colegas brasileiros sobre a situação no país.

"Nós estamos conversando com os nossos colegas brasileiros frequentemente, diariamente, sobre o que está acontecendo por lá. Eu não darei mais detalhes além de que nós estamos profundamente comprometidos com isso", revelou Slavitt.

Quem também manifestou a mesma preocupação foi o principal epidemiologista americano e conselheiro-chefe da equipa, Anthony Fauci, que prometeu encontrar formas de ajudar o Brasil.

"Nós estamos bastante preocupados com a difícil situação no Brasil, e nós vamos discutir de que forma podemos ajudar o Brasil", disse num encontro virtual.

Entre segunda e terça-feiras, foram registadas 3.158 mortes, aumentando o total de vítimas mortais para 298.843.

No sábado, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil anunciou estar em negociações com os Estados Unidos para receber o excedente das vacinas.

A nota foi divulgada numa rede social depois de o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ter anunciado o envio de uma carta à vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, a pedir que o Brasil seja autorizado a comprar doses de vacina contra a Covid-19 que estão estocadas no país mas que ainda não têm aval para uso interno, nomeadamente da farmacêutica AstraZeneca.

Entretanto, na reunião virtual em Washington, Anthony Fauci reforçou o investimento dos Estados Unidos no valor de quatro mil milhões de dólares no consórcio mundial de vacinas Covax, liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Voltamos a ter uma posição de liderança global, o que é muito importante. Assim que cuidarmos da nossa difícil situação (...) teremos excedente de vacinas e certamente consideramos torná-las disponíveis a países que necessitarem", garantiu Fauci.

O consórcio começou a enviar vacinas a 95 países pobres e desenvolvimento, entre eles Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Brasil.

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