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ADI responsabiliza Governo pela violência em São Tomé e Príncipe e pede demissão do PM


Governo refuta críticas e promete responsabilizar autores da violência

O prinicpal partido da oposição em São Tomé e Príncipe, ADI, responsabilizou nesta sexta feira, 18, três membros do Governo e o presidente da Assembleia Nacional pelos desacatos registados na quarta feira na capital do país.

O Governo, por seu lado, considera que a revolta dos populares foi instigada nas redes sociais e promete identificar os culpados.

Perante a instabilidade política, militar, social e jurídica que se vive no país o Presidente da Republica, Evaristo Carvalho, convocou para este sábado o Conselho Superior da Defesa Nacional para analisar questões relacionadas com a segurança interna.

A ADI, o principal partido na oposição, pela voz de Nenésio Afonso, acusa o Governo da coligação MLSTP-PSD, PCD-MDFM-UDD de falta de capacidade para continuar a dirigir os destinos do país e exige a demissão do Primeiro-ministro Jorge Bom Jesus.

“O presidente da Assembleia, Delfim Neves, o ministro da Defesa, Óscar Sousa, a ministra dos Negócios Estrangeiros, Elsa Pinto e o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, são os responsáveis pelos tumultos desta quarta feira”, disse o porta-voz da ADI.

O Governo, através do secretário de Estado da Comunicação Social, Adelino Lucas rejeita a acusação da ADI e promete identificar os culpados.

“O Governo decidiu redobrar os seus esforços visando identificar os autores de tais acções, bem assim como todos aqueles que através das redes sociais instigaram a violência, e fazer com que junto das instâncias policiais e judiciais os mesmos sejam responsabilizados ao abrigo das leis”, sublinhou o porta-voz do Executivo.

Na sequência da manifestação da passada quarta feira, onde centenas de cidadãos exigiam o repatriamento de um pastor são-tomense da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) detido na Costa do Marfim, alegadamente por ter denegrido a imagem daquela igreja, o primeiro-ministro reuniu-se com o Procurador Geral da República e garantiu que já foram estabelecidos os primeiros contados com as autoridades daquele país com vista à libertação e regresso do cidadão são-tomense.

Recorde-se que um adolescente de 12 anos morreu baleado pela polícia que tentava controlar as manifestações na quarta-feira.

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