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Acusados de desviarem bens para vítimas da seca, já tinham tido problemas com a lei


Antigo governador do Cunene e seu colega já tinham estado em tribunal por negócios de terras que prejudicaram comunidades n

O antigo governador do Cunene Vigilio Tyova e outro dos seus funcionários Rui China Moçambique acusados de desviarem bens destinados às vítimas da seca, já tinham outros antecedentes suspeitos de serem ilegais ou mesmo criminosos.

Tyova quando já governador do Cunene esteve envolvido num processo sobre contractos de terrenos alegadamente celebrados enquanto administrador municipal do Lubango em que ele seria o beneficiado em deterimento de comunidades.

Já Rui China Moçambique foi julgado e condenado em 2011 por conta também de terrenos, mas viu a pena suspensa devido a um recurso.

Para o jurista Bernardo Peso num país normal essas pessoas nunca teriam ocupado cargos de relevo na função pública devido aos antecedentes criminais.

“Mesmo o senhor Tyova nunca teria ido a deputad", disse.

"Indica-lo como governador provincial foi um erro a mais e como se não bastasse ele arrasta consigo um par de pessoas que tiveram igualmente os mesmos antecedentes, embora com alguma diferença mas que não eram bem vistos aqui na província da Huíla”, disse o advogado

Com efeito, Vigílio Tyova ex governador provincial do Cunene para além de ter nascido na Huíla, já exerceu na sua terra natal, as funções de delegado da justiça cargo que marcou o início do seu percurso. Foi administrador municipal do Lubango onde teve como principais colaboradores Domingos Huango seu adjunto na gestão da capital da Huíla e Rui China Moçambique responsável pelos serviços comunitários.

No MPLA Vigílio Tyova já foi o segundo homem do partido maioritário antes de seguir para o parlamento.

O regresso ao parlamento de Vigílio Tyova está agora dependente do desfecho do processo em que lhe é agora movido pela justiça angolana por acusação de desvio de bens destindos às vítimas da seca

Virgílio Tchiova, vai responder pelo processo número 76/2019, ao qual respondem, igualmente como arguidos, Domingos Huango, ex-secretário geral do governo provincial, Luís Miguel e Silva director do gabinete de Estudos e Planeamento e os assessores Rui China Moçambique e Salomão Himolova.

As investigações estão a ser dirigidas pelo magistrado do Ministério Público, João Panguila, visando avaliar a dimensão da gestão danosa, envolvendo o ex-governador e os seus colaboradores.

Para o ativista Domingos Fingo, este é mais um sinal positivo que passa no combate contra à corrupção no país.

“ A lei não deve escolher quem quer que seja desde que todo cidadão tenha cometido alguma irregularidade de natureza criminal as pessoas devem ser responsabilizadas quer civil como criminalmente”, disse

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