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Activistas prometem manifestar-se na quarta-feira no Namibe e Cunene apesar da proibição da polícia


Sede do Governo do Namibe

Polícia Nacional fez demonstração de forças nas ruas da cidade de Namibe

Um grupo de 17 activistas que pretende realizar uma manifestação na quarta-feira, 11, dia do 45o. aniversário da independência nacional de Angola, na província do Namibe, encontrou-se com as autoridades policiais na sexta-feira, 6, para reafirmar a sua intenção de levantar a voz contra o desemprego e a marcação de eleições autárquicas para 2021.

O porta-voz do grupo que atende pelo nome de Manel revelou que no encontro foram ameaçados com promessas de “chupar rebuçados e chocolates” caso protestem nas ruas da cidade do Namibe.

Já no Município do Tômbwa, onde mais de dois mil trabalhadores do sector das pescas foram para o desemprego nos últimos meses sem a observância e o respeito pelas normas da lei de trabalho, o activista Valentino Calenga reiterou à VOA que “tudo está mobilizado para a manifestação do dia 11 de novembro”.

“Vamos exercer o nosso dever de cidadania, a cesta básica está muito alta, há desemprego, vamos sair às ruas”, garantiu Valentino.

Para Francisco Chimbwa, outro activista, as ameaças policiais não metem medo “a um povo que reivindica os seus direitos violados”.

“No dia 11 de novembro vamos manifestar nas ruas o que o Governo até aqui não deu aos angolanos”, disse Chimbwa, sublinhando não temer pela polícia, porque, lembra, é “cliente do SIC”.

No Cunene também

Na vizinha província do Cunene, o docente universitário e activista social Chilalo Muhalo a violação dos direitos dos cidadãos que viviam da feira de Ondjiva e outros atropelos da governação de Gerdina Didalelwa são motivos mais do que suficientes para a manifestação.

“É preciso que haja reivindicações dos direitos de modo a que consigamos despertar a quem governa e quem tem o poder de agilizar políticas públicas para encontrar soluções aos problemas da sociedade”, afirma Muhalo, lembrando que “o Cunene é a província mais pobre de acordo com os resultados do estudo feito sobre o Município do Curoca”.

Aquele académico descreve de preocupantes os níveis de nepotismo na governação da província.

“A senhora governadora Gerdina Didalelwa não sabe nada de governação, foi capturada por um grupo da sua etnia e colocou tios, cunhados, sobrinhos na direcção do partido e do Governo”, denuncia,

A VOA tentou ouvir a governadora mas sem sucesso.

Refira-se que, no passado sábado, 7, a Polícia Nacional no Namibe, depois do comandante geral ter dito que a manifestação de 11 de novembro está proibida fez uma demonstração das forças nas ruas e bairros da capital da província.

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