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Activistas detidos no dia 24 no Uíge denunciam maus-tratos e violações de direitos humanos


Activistas protestam no Uíge, 24 outubro 2020

Eles foram libertados depois de condenados a pagara 200 mil kwanzas de multas

Os activistas políticos e cívicos detidos no sábado, 24, na província angolana do Uíge por protestarem contra o alto nível de desemprego e a favor da marcação das eleições autárquicas acusam o Governo de violar os direitos humanos e de efectuar prisões arbitrárias, além de manterem um excesso de prisões preventivas.

Uíge: Ativistas libertados contam maus tratos - 2:30
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Os 10 activistas foram colocados em liberdade na terça-feira, 27, no final de um julgamento sumário, no qual foram condenados a pagar uma multa de 200 mil kwanzas cada por violação do decreto presidencial que regula o estado de calamidade em vigor no país.

Jorge Kisseque, um dos ativistas baleados recentemente por elementos ainda não identificados e que também foi detido e agredido pela Polícia Nacional no sábado, e o também activista Zonda Pedro denunciaram à VOA os “maus-tratos e as violações dos direitos humanos” de que foram alvos nas celas.

Honel José, secretário municipal para mobilização da UNITA no Uíge, revelou ter sido “tratado como se fosse um cão”.

A Polícia Nacional e os advogados de defesa dos activistas recusaram prestar declarações à imprensa.

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