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Activistas detidos por protestar em frente à embaixada de Portugal em Luanda


Vista geral de Luanda, Angola. Abril 2020

Eles manifestavam-se pelos 137 anos da assinatura do Tratado de Simbulambuco, entre Portugal e autoridades tradicionais de Cabinda.

A polícia angolana confirmou nesta quarta-feira, 2, a detenção de quatro activistas que ontem se manifestavam em frente à embaixada de Portugal em Luanda.

Polícia prende manifestantes em frente à embaixada de Portugal em Luanda – 1:46
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Liumbu Liambu, Nilton Cubenda, Manuel Lina e Makosu Sita foram detidos quando tentavam assinalar os 137 anos da assinatura do Tratado de Simbulambuco, entre Portugal e autoridades tradicionais de Cabinda.

Apoiantes da auto-determinação de Cabinda dizem que o acordo, em que Cabinda se tornou num protectorado de Portugal, é prova que o enclave não é parte de Angola e que as autoridades portuguesas têm ainda a responsabilidade pelo território.

Isso é, contudo, negado por alguns especialistas em direito internacional à luz de subsequentes medidas da então potência colonial.

Em declarações à VOA, um dos detidos disse estarem encarcerados na esquadra do Catotes, no bairro Rocha Pinto, em Luanda.

O porta-voz do comando provincial da Polícia Nacional de Luanda confirmou a detenção de três activistas, que “não reuniram qualquer pressuposto” da lei de manifestações e reunião.

Nestor Goubel acrescentou que, devido ao “tumulto” criado no local e a recusa em obedecerem as ordens da polícia, foram preventivamente detidos e deverão ser presentes ao Ministério Público.

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